Após um confronto intenso nas oitavas de final, onde a França superou o Paraguai por 1 a 0, o técnico Didier Deschamps se prepara para um desafio distinto nas quartas de final da Copa do Mundo. Em entrevista, ele destacou a expectativa de um jogo mais técnico contra a seleção de Marrocos, que tem se mostrado uma força no torneio.
Deschamps enfatizou que o estilo de jogo de Marrocos é muito diferente do que a França enfrentou recentemente. “O perfil de Marrocos não é o do Paraguai. Nós nos conhecemos, enfrentamos o time deles em Doha, há quatro anos”, comentou, referindo-se à vitória da França por 2 a 0 no Mundial de 2022. O treinador acredita que a equipe marroquina, que se destacou ao alcançar a semifinal no Qatar, virá disposta a jogar para vencer, e não apenas para participar.
Desde a última Copa, Marrocos passou por algumas mudanças significativas. O novo técnico, Mohamed Ouahbi, que levou a seleção sub-20 ao título mundial em 2025, trouxe uma nova geração de jogadores ao time principal, incluindo o atacante Gessime Yassine e o volante Ayyoub Bouaddi, que optou por representar Marrocos em vez da França.
“Eles tiveram uma troca de treinador, mas continuam com bom desempenho. Há jogadores muito bons que conhecem bem meus jogadores, e vice-versa. Sabemos o que esperar”, afirmou Deschamps, ressaltando a familiaridade entre os atletas das duas seleções, muitos dos quais jogam juntos em clubes europeus.
O lateral direito Achraf Hakimi, um dos principais nomes da seleção marroquina, é companheiro de equipe de cinco jogadores franceses no Paris Saint-Germain, enquanto o meia Brahim Díaz atua com Aurélien Tchouaméni e Kylian Mbappé no Real Madrid. Essa interconexão entre os jogadores pode influenciar o desempenho em campo.
Deschamps também abordou a necessidade de eficiência, especialmente após a partida contra o Paraguai, onde a equipe teve várias oportunidades, mas não conseguiu convertê-las em gols. “Às vezes, você tem seis chances e faz dois gols. Às vezes, tem duas e faz dois. É importante ser eficiente”, destacou o treinador.
Além disso, o técnico minimizou as questões relacionadas à arbitragem, após a Fifa não aceitar o pedido de anulação do cartão amarelo recebido pelo meia Michael Olise. “Confio nos árbitros e tenho segurança de que farão um bom trabalho. As decisões da arbitragem podem dar margem a discussões, mas não podemos deixar que isso nos distraia do que realmente importa: o jogo”, concluiu Deschamps, focando na preparação para o duelo decisivo contra Marrocos.




