Paulo Vinicius Coelho, conhecido como PVC, traz à tona uma reflexão sobre a trajetória do futebol brasileiro e suas escolhas de comando técnico. Neste contexto, ele destaca a ascensão de treinadores como Luis de la Fuente e Lionel Scaloni, que se tornaram símbolos de sucesso em suas seleções, contrastando com a abordagem do Brasil, que parece seguir um caminho oposto.
A Copa do Mundo revelou que quatro dos cinco técnicos mais bem pagos eram estrangeiros, com Carlo Ancelotti liderando a lista com um salário anual de R$ 58 milhões. Essa escolha levanta questionamentos sobre a eficácia de um comando externo em um país com uma rica tradição futebolística. A expectativa em torno dos técnicos, como Mauricio Pochettino e Thomas Tuchel, não se concretizou, especialmente em relação ao desempenho dos Estados Unidos, que almejava, no mínimo, chegar às quartas de final.
Luis de la Fuente, antes considerado apenas o “cara da sub-20”, teve a responsabilidade de substituir Luis Enrique após a eliminação da Espanha. Sua trajetória inclui um vice-campeonato olímpico em 2021, onde foi derrotado pelo Brasil. Por outro lado, Scaloni, que assumiu a seleção argentina após a demissão de Jorge Sampaoli, teve um início conturbado, mas conseguiu estabelecer uma relação de confiança com Lionel Messi, fundamental para o sucesso da equipe.
Ambos os técnicos, curiosamente, não tinham experiência em clubes de primeira divisão antes de suas nomeações. A preparação teórica foi uma constante em suas trajetórias, algo que contrasta com a cultura do futebol brasileiro, que muitas vezes é vista como uma barreira ao desenvolvimento de novos talentos locais. A falta de um planejamento estratégico claro e a escolha de um técnico apenas pela sua nacionalidade são pontos que PVC critica abertamente.
A Argentina, por exemplo, conseguiu construir uma identidade de jogo que privilegia a posse de bola, enquanto o Brasil parece ter se perdido em sua própria história, optando por um técnico estrangeiro sem considerar as lições do passado. Essa escolha, segundo PVC, reflete um analfabetismo futebolístico que pode estar custando caro ao Brasil.
O debate sobre a seleção brasileira e suas escolhas técnicas se intensifica, especialmente com a comparação com a Espanha e a Argentina, que demonstraram que a formação e a identidade são cruciais para o sucesso. A pergunta que fica é: será que o Brasil está realmente pronto para enfrentar a realidade de que talvez seja hora de olhar para dentro e valorizar seus próprios talentos?




