Em junho e julho de 2024, a frustração tomou conta do futebol americano. A seleção masculina dos Estados Unidos acabava de ser eliminada da Copa América, e a insatisfação dos torcedores era palpável. Muitos pediam a demissão do técnico Gregg Berhalter, argumentando que um treinador de classe mundial era essencial para revitalizar a equipe antes da Copa do Mundo de 2026.
Historicamente, a Federação de Futebol dos Estados Unidos enfrentava desafios financeiros e de prestígio para atrair um técnico de renome. Berhalter, que ocupava o cargo desde 2018, ganhava cerca de US$ 1,7 milhão por ano, um valor recorde para um técnico americano, mas insuficiente para competir com os salários de treinadores de elite. Para mudar essa realidade, os dirigentes da federação sabiam que precisariam realizar um investimento sem precedentes.
“Começamos com uma lista dos melhores treinadores do mundo”, disse J.T. Batson, CEO da US Soccer. Nomes como Jürgen Klopp, campeão da Champions League, foram considerados. A ideia de trazer um técnico de renome começou a ganhar força entre os torcedores, incluindo Scott Goodwin, fundador da Diameter Capital, que se mostrou disposto a financiar essa mudança.
Goodwin, que tinha uma forte conexão com o futebol, conversou com amigos sobre a situação da seleção e se ofereceu para ajudar a trazer um técnico de alto nível. Ele acreditava que, se a seleção masculina dos Estados Unidos tivesse sucesso na Copa do Mundo, isso poderia inspirar uma nova geração de jogadores e mudar o rumo do futebol no país.
A US Soccer, então, se reuniu com Mauricio Pochettino, um dos treinadores que Goodwin tinha em mente. Em agosto de 2024, após negociações, a federação estava convencida de que poderia contratá-lo, mas havia um desafio: o salário que Pochettino esperava era superior ao que a US Soccer poderia pagar. Os patrocinadores estavam dispostos a cobrir metade da diferença, mas a outra metade ainda precisava ser garantida.
Goodwin procurou Kenneth C. Griffin, fundador da Citadel, que já havia investido em projetos de futebol no passado. Griffin, que tinha um interesse genuíno pelo esporte, concordou em ajudar na contratação de Pochettino, acreditando que um treinador de alto nível poderia trazer benefícios a longo prazo para o futebol americano.
Assim, um acordo foi estruturado que garantiria a Pochettino um salário significativo, financiado em parte por uma doação de Griffin. Sem essa contribuição, a contratação do argentino não teria sido possível. Desde que assumiu a seleção, Pochettino enfrentou desafios, mas sua visão e estratégia têm o potencial de transformar o futebol nos Estados Unidos.
Se a seleção tiver sucesso na Copa do Mundo de 2026, Pochettino será reconhecido como um dos responsáveis por essa mudança, e seus patrocinadores verão seus investimentos como válidos. Nos primeiros sete meses no cargo, ele recebeu cerca de US$ 5 milhões, um investimento que pode render frutos significativos para o futuro do futebol americano.



