Após um período de descanso, Carlo Ancelotti retoma suas atividades à frente da seleção brasileira, estabelecendo um novo foco: a Copa América de 2028, que será realizada nos Estados Unidos. O treinador, que tem contrato até a Copa do Mundo de 2030, confirmou que chegou o momento de renovar a equipe, comunicando a alguns veteranos que é hora de passar o bastão. Em entrevista ao ge, Ancelotti destacou a importância de uma transição na seleção, mencionando jogadores como Neymar, Danilo e Casemiro, que estão na fase final de suas carreiras. No entanto, ele ressalta que não pretende realizar uma mudança drástica, mantendo alguns nomes-chave, como Marquinhos, para garantir continuidade no trabalho.
Ancelotti também expressou sua frustração com a derrota da seleção nas oitavas de final da última Copa do Mundo, um resultado que, segundo ele, trouxe tristeza a todo o país. “Acho que a equipe deve se adaptar ao estilo dos jogadores. Com atletas como Vinicius, Endrick Estêvão e Raphinha, precisamos de um jogo mais vertical, ao invés de apenas posse de bola”, afirmou o técnico, defendendo uma abordagem que leve em conta as características dos jogadores disponíveis.
A Copa América de 2028 será uma oportunidade crucial para a nova geração de jogadores se firmar na seleção. Até lá, o Brasil terá apenas amistosos e jogos eliminatórios, o que Ancelotti considera angustiante, já que a espera por competições significativas pode ser longa. O treinador enfatiza que a crítica será mais intensa durante esse período de transição, mas que é necessário aceitar essa fase como parte do processo de renovação. Ele se compromete a trabalhar para moldar uma equipe competitiva que possa brigar por títulos, começando pela próxima Copa América.
Ancelotti também comentou sobre a diferença de estilos entre as seleções, citando a Espanha como um exemplo de sucesso com posse de bola, mas ressaltando que isso só é possível com jogadores de qualidade excepcional no meio-campo. O desafio agora é encontrar e desenvolver novos talentos que possam se encaixar nesse modelo de jogo, ao mesmo tempo em que se respeita a identidade do futebol brasileiro, conhecido por sua criatividade e verticalidade. Com essa visão, Ancelotti inicia sua jornada rumo a um futuro promissor para a seleção brasileira, buscando equilibrar tradição e inovação.




