Ashley St. Clair, ex-namorada de Elon Musk, afirmou ter recebido uma proposta de US$ 40 milhões para não comentar sobre seu relacionamento com o bilionário. A revelação ocorreu durante uma entrevista em que ela discutiu sua participação no documentário “Musk”, dirigido por Alex Gibney, que explora a vida do fundador da Tesla e do X (ex-Twitter). St. Clair, que deu à luz um dos filhos de Musk em 2024, criticou a misoginia presente no movimento MAGA e destacou questões mais profundas sobre a relação entre riqueza e moralidade na sociedade.
Durante a conversa, St. Clair expressou seu cansaço em ser constantemente questionada sobre Musk. “As pessoas me tratam como se eu fosse uma espécie de psicanalista do Elon”, desabafou. Ela explicou que, apesar do interesse em sua vida pessoal, existem questões mais urgentes que precisam ser discutidas. St. Clair mencionou que a oferta de silêncio foi feita após ela rejeitar um acordo de confidencialidade, que incluía um pagamento inicial de US$ 15 milhões e um valor mensal de US$ 100 mil durante 21 anos.
Musk, por sua vez, negou ter feito tal oferta. Em resposta às alegações de St. Clair, ele afirmou em sua plataforma social que a proposta nunca foi feita e questionou a credibilidade dela, referindo-se a um histórico de mentiras. O bilionário também criticou o documentário de Gibney, alegando que o diretor reuniu pessoas com contas a acertar ou que não o conhecem bem.
A relação de St. Clair com Musk começou de forma inesperada. Ela, que trabalhava como influenciadora conservadora, conta que o bilionário começou a segui-la no Twitter e logo se comunicaram por mensagens privadas. O primeiro encontro ocorreu rapidamente, quando Musk a convidou para viajar em seu jato particular. St. Clair recorda que, apesar da intimidade emocional que desenvolveram, nunca se sentiu como a “escolhida”. Ela descreveu a experiência como surreal, especialmente quando Musk expressou o desejo de ter mais filhos juntos.
A decisão de não assinar o acordo de confidencialidade foi baseada em princípios pessoais. St. Clair afirmou que a dignidade de seus filhos não poderia ser tratada como uma mercadoria. “A dignidade dos meus filhos não é mercadoria”, declarou. Ela revelou que a proposta incluía cláusulas que a impediriam de falar sobre Musk e sobre o relacionamento, o que considerou inaceitável.
O documentário “Musk”, que apresenta a perspectiva de St. Clair e de outras figuras que tiveram contato próximo com o bilionário, busca explorar não apenas a vida de Musk, mas também as implicações sociais e morais de sua influência e riqueza. St. Clair acredita que a narrativa do documentário revela verdades sobre a forma como a sociedade valoriza o dinheiro em detrimento da ética. “Isso diz respeito a uma podridão mais profunda em nossa sociedade, na qual equiparamos capital a moralidade”, afirmou.
Enquanto a controvérsia continua, a história de Ashley St. Clair destaca a complexidade das relações pessoais em meio à fama e à fortuna, além de abrir um debate sobre os limites da privacidade e da liberdade de expressão.




