Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo para encerrar as hostilidades entre os dois países, com uma cerimônia de assinatura marcada para a próxima sexta-feira (19), na Suíça. A informação foi divulgada pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, em suas redes sociais, na noite deste domingo (14). O presidente americano, Donald Trump, confirmou o acordo em sua conta na rede Truth Social, afirmando que o pacto trará paz e segurança para toda a região. Ele destacou que, pela primeira vez, os líderes da região encontraram um presidente disposto a ajudar a alcançar a verdadeira paz. Trump também mencionou que a reabertura do estreito de Hormuz, prevista no acordo, permitirá a circulação do petróleo, que estava paralisada devido ao conflito. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã também confirmou o entendimento, que ocorre mais de três meses após o início do conflito, em meio a intensas negociações diplomáticas. Trump havia prometido que o acordo seria assinado em 24 horas, mas a declaração anterior foi recebida com ceticismo, devido a alarmes falsos sobre a conclusão do pacto. O tratado foi firmado em um contexto de pressão crescente sobre Trump, que enfrenta uma baixa aprovação popular, com índices que caíram para 35%. O presidente, que começou seu mandato com uma média de 52% de aprovação, está sob pressão para garantir um acordo de paz antes das eleições de meio de mandato em novembro. Embora os termos exatos do acordo não tenham sido divulgados, o primeiro-ministro paquistanês afirmou que o pacto exige o término imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano. Fontes indicaram que o acordo também prevê a reabertura do estreito de Hormuz, que é crucial para o transporte de petróleo e gás liquefeito, e que estava fechado há cem dias devido aos bombardeios realizados por Israel e Estados Unidos contra o Irã. A expectativa agora é que a assinatura do acordo traga um novo capítulo nas relações entre os dois países, que têm uma longa história de tensões e conflitos. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos e as implicações que esse entendimento pode ter para a paz na região e para os mercados globais de energia.




