A EDF Power Solutions, empresa francesa, vê um horizonte promissor para expandir suas operações no Brasil, com foco em projetos de baterias, hidrelétricas e redes de transmissão de energia. Em declaração feita nesta terça-feira (27) durante o evento Brazil Wind Power, o CEO da companhia para o Brasil, André Salgado, destacou a intenção de participar do primeiro leilão de baterias do setor elétrico brasileiro, agendado para dezembro deste ano.
Salgado revelou que a EDF está desenvolvendo projetos de baterias em várias regiões do país, com suporte técnico e de engenharia vindo da matriz na França, que possui vasta experiência no setor. “Nós temos várias instalações no Reino Unido”, acrescentou o executivo, enfatizando a expertise da empresa em tecnologia de armazenamento de energia.
Além disso, a EDF planeja entrar no primeiro leilão de transmissão de energia, previsto para 2027, buscando aumentar sua presença em um segmento onde atualmente atua com apenas um projeto. “Participamos dos dois últimos leilões e, embora não tenhamos vencido, estaremos prontos para a próxima oportunidade em março”, afirmou Salgado.
No que diz respeito à geração de energia, a companhia está atenta a diversas iniciativas no setor hidrelétrico, desde a construção de novas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) até a aquisição de usinas já existentes. O CEO mencionou que a EDF também está iniciando discussões sobre hidrelétricas reversíveis, uma área em que a empresa tem experiência internacional e que pode ser aplicada no Brasil.
Atualmente, a EDF possui participação em duas usinas hidrelétricas no Mato Grosso e está de olho em novas oportunidades, especialmente se o governo brasileiro decidir relicitar grandes usinas cujas concessões estão prestes a vencer. No segmento de energias renováveis, a empresa está construindo um parque eólico na Bahia, com capacidade de 140 megawatts (MW), e busca viabilizar uma segunda fase desse projeto. No entanto, a decisão sobre novos investimentos é influenciada pelos desafios relacionados à geração de energia e às condições financeiras para financiamentos a longo prazo, conforme destacou Salgado.



