Após uma campanha histórica na Copa do Mundo, a seleção egípcia foi recebida com grande festa no Aeroporto Internacional de Alamein, na sexta-feira (10). Milhares de torcedores agitaram bandeiras e cantaram músicas patrióticas, expressando seu orgulho pelos jogadores que, pela primeira vez, alcançaram as oitavas de final do torneio. A recepção calorosa foi marcada por faixas que diziam: “os homens do Egito nos encheram de orgulho”. Os torcedores, muitos deles com fotos do capitão Mohamed Salah, aguardavam ansiosamente a chegada da equipe, que retornava da América do Norte após conquistar sua primeira vitória em Copas do Mundo. A seleção egípcia havia vencido a Nova Zelândia na fase de grupos e avançado para as oitavas ao superar a Austrália nos pênaltis. A festa continuou com um desfile em um ônibus aberto pelas ruas de Nova Alamein, onde a multidão aplaudiu e acenou para os jogadores. O presidente Abdel Fattah al-Sisi está agendado para se encontrar com a equipe no sábado (11), em um gesto de reconhecimento pela histórica participação no torneio. Entre os torcedores, muitos carregavam cartazes em homenagem ao técnico Hossam Hassan, que se destacou por seu apoio à causa palestina durante o Mundial. O treinador, maior artilheiro da história da seleção, foi visto em campo com a bandeira palestina em diversas ocasiões, demonstrando seu compromisso com a causa. Apesar da celebração, a equipe voltou para casa após uma dolorosa derrota por 3 a 2 para a Argentina, onde liderava a partida até os minutos finais. A arbitragem foi alvo de críticas, especialmente pela anulação de um gol egípcio e uma possível falta no terceiro gol argentino. A seleção egípcia, no entanto, deixou o torneio com a cabeça erguida, tendo realizado sua melhor campanha em Copas do Mundo. Antes do retorno, a Federação Egípcia de Futebol renovou os contratos de Hossam Hassan e de seu irmão gêmeo, Ibrahim Hassan, com a expectativa de que a equipe continue a brilhar nos próximos anos. Sob a liderança de Hossam Hassan, a seleção revitalizou seu desempenho, alcançando as semifinais da Copa das Nações Africanas de 2025 e encerrando um jejum de oito anos sem participar de um Mundial. Com 20 vitórias, nove empates e seis derrotas, o futuro parece promissor para o futebol egípcio.




