Post: Dólar recua para R$ 5,03 com alívio nas tensões geopolíticas e foco nos EUA

Dólar fecha em R$ 5,03 com alívio geopolítico e dados de inflação dos EUA, enquanto Ibovespa recua.
Dólar recua para R$ 5,03 com alívio nas tensões geopolíticas e foco nos EUA

O dólar encerrou o dia em queda, enquanto a bolsa brasileira fechou no negativo nesta quinta-feira (28), em um cenário marcado pela redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos também contribuiu para a valorização das moedas de países emergentes.

O dólar comercial foi vendido a R$ 5,032, apresentando um recuo de R$ 0,029 (-0,57%). A cotação começou o dia em R$ 5,07, mas caiu após a abertura dos mercados estadunidenses. Durante o dia, o valor mínimo registrado foi de R$ 5,02, por volta das 15h15.

Apesar da queda nesta quinta-feira, a moeda norte-americana acumula alta de 1,60% no mês de maio. Em 2026, no entanto, a divisa apresenta uma queda de 8,33%.

O alívio no câmbio não foi refletido no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 175.063 pontos, com uma queda de 0,39%. O indicador foi pressionado principalmente pelas ações da Petrobras e pela cautela em relação à evolução das taxas de juros no Brasil.

Câmbio perde força

A moeda norte-americana operou em baixa durante a maior parte da sessão, seguindo a tendência observada no exterior. O mercado reagiu positivamente às informações de que Estados Unidos e Irã avançaram em um entendimento preliminar para ampliar o cessar-fogo no Oriente Médio e iniciar novas negociações sobre o programa nuclear iraniano.

A possibilidade de redução das tensões na região diminuiu a procura global por ativos considerados mais seguros, como o dólar. O real se beneficiou desse movimento, apresentando um desempenho superior ao de outras moedas emergentes.

Outro fator que influenciou o câmbio foi a divulgação do índice PCE nos Estados Unidos, principal indicador de inflação monitorado pelo Federal Reserve (Fed). O dado veio ligeiramente abaixo das expectativas do mercado, reforçando a percepção de uma inflação mais controlada na economia americana.

Ibovespa recua

Mesmo com as bolsas em Nova York atingindo recordes, o Ibovespa terminou o dia em baixa. O índice brasileiro foi pressionado principalmente pelas ações da Petrobras, que acompanharam a volatilidade dos preços do petróleo e fecharam em queda.

As ações preferenciais da estatal recuaram 0,72%, enquanto as ações ordinárias caíram 1,16%. O desempenho negativo ocorreu apesar do anúncio de reajuste da gasolina nas refinarias feito pela companhia.

O mercado também monitorou indicadores de inflação e as perspectivas para a taxa Selic. Apesar dos sinais de desaceleração da atividade econômica, como a queda na criação de empregos formais em abril, a percepção de inflação ainda elevada gera incertezas sobre o ritmo de cortes de juros pelo Banco Central.

Petróleo oscila

Os preços do petróleo apresentaram forte volatilidade ao longo do dia, em meio às notícias envolvendo o Oriente Médio.

O petróleo Brent, referência internacional utilizada pela Petrobras, avançou 0,49%, fechando a US$ 92,70 o barril. O barril WTI, do Texas, subiu 0,25%, para US$ 88,90.

A expectativa de um acordo que permita a reabertura plena do Estreito de Ormuz chegou a pressionar para baixo as cotações do produto. No entanto, as incertezas sobre o conflito e novos relatos de ataques na região mantiveram os investidores cautelosos, ajudando os contratos futuros a encerrar o dia em alta moderada.

*Com informações da Reuters

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