O dólar apresentou uma leve alta nesta sexta-feira (31), refletindo a busca dos investidores por proteção em meio às tensões no Oriente Médio e ao fortalecimento da moeda americana no mercado internacional.
Apesar do aumento pontual, a moeda acumula uma queda de 1,82% ao longo de julho.
No cenário da bolsa brasileira, o Ibovespa fechou em alta, com um ganho de quase 3,5% no mês. O preço do petróleo também subiu significativamente, registrando um aumento superior a 20% em julho, impulsionado pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.
O dia foi marcado por um atraso de mais de duas horas na abertura dos mercados da B3, devido a um problema técnico, que, no entanto, não afetou de forma significativa a trajetória dos ativos ao longo da sessão.
Principais números
- Dólar: R$ 5,069 (0,13% no dia e -1,82% em julho);
- Ibovespa: 177.999 pontos (0,47% no dia e 3,47% em julho);
- Ibovespa em 2026: 10,47%;
- Petróleo Brent: US$ 87,93 (1,21% no dia e 23,5% em julho);
- Petróleo WTI: US$ 84,67 (1,29% no dia e 21,8% em julho).
O dólar à vista encerrou esta sexta-feira cotado a R$ 5,069, apresentando uma alta de 0,13% em relação ao fechamento anterior. Esse movimento ocorreu após a conclusão da disputa pela formação da Ptax, taxa de fim de mês utilizada para corrigir a dívida pública atrelada ao dólar e as reservas internacionais.
A cotação acompanhou a valorização da moeda americana no mercado internacional, em um ambiente de maior aversão ao risco.
Os investidores voltaram a buscar ativos considerados mais seguros, diante da intensificação das tensões no Oriente Médio, após novas declarações do presidente dos Estados Unidos sobre o conflito com o Irã e a continuidade dos impasses na Faixa de Gaza.
Outro fator que sustentou o dólar foi a alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, após dirigentes do Federal Reserve (Fed) manifestarem apoio a uma possível elevação das taxas de juros na reunião desta semana.
Apesar da alta desta sexta-feira, o dólar apresenta uma queda de 1,82% no mês, e neste ano já recuou 7,73%.
Entre os fatores que contribuíram para a valorização do real ao longo do mês estão:
- Valorização do petróleo, uma vez que o Brasil é exportador do produto;
- Fluxo de investimento estrangeiro para o país;
- Altas taxas de juros brasileiras, que continuam atraindo investidores para operações conhecidas como carry trade.
O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sexta-feira com uma alta de 0,47%, alcançando 177.999 pontos. Este foi o maior fechamento desde 14 de maio.
Apesar do problema operacional na B3 durante a manhã, o mercado conseguiu recuperar seu ritmo ao longo da tarde e fechou em alta.
O índice acumulou:
- Alta de 2,27% na semana;
- Ganho de 3,47% em julho, interrompendo quatro meses consecutivos de perdas;
- Valorização de 10,47% em 2026.
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários avançaram após resultados corporativos e indicadores econômicos reforçarem o apetite por ativos de risco.
O problema técnico registrado pela B3 atrasou a abertura dos mercados de ações e juros em mais de duas horas. Segundo a bolsa, a ocorrência teve origem em um componente tecnológico da infraestrutura de pós-negociação, sem indícios de ataque cibernético.
O petróleo também apresentou alta nesta sexta-feira, encerrando julho com a maior valorização mensal desde março.
O barril do Brent, referência internacional, fechou cotado a US$ 87,93, com uma alta de 1,21%. O WTI, do Texas, avançou 1,29%, alcançando US$ 84,67.
No acumulado do mês, os ganhos foram expressivos. O Brent subiu 23,5%, enquanto o WTI avançou 21,8%, impulsionados pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã.
Durante o dia, autoridades iranianas afirmaram ter interceptado navios-tanque no Estreito de Ormuz e realizado novos ataques contra instalações militares americanas na região. Ao mesmo tempo, o governo dos Estados Unidos endureceu seu discurso em relação ao Irã.
O mercado também acompanhou relatos sobre possíveis restrições às operações de transporte de petróleo na região e aguardou a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), marcada para este fim de semana, onde o grupo deve discutir os próximos níveis de produção da commodity.
* Com informações da Reuters



