O Grupo L’Oréal no Brasil tem se destacado por sua abordagem inovadora em relação à diversidade, que se tornou uma estratégia central para o negócio. Nos últimos cinco anos, a empresa dobrou o número de lideranças negras e implementou iniciativas para reduzir a evasão de funcionários pretos e pardos. Uma das ferramentas desenvolvidas é o Sistema Brasileiro de Liderança Inclusiva, que visa combater discriminações durante contratações e avaliações de desempenho.
Eduardo Paiva, diretor de diversidade, equidade e inclusão do grupo no Brasil, tem sido fundamental na articulação de ações em colaboração com outras lideranças e setores. Um exemplo notável é o Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro, que propõe uma revisão das práticas de atendimento em lojas, visando melhorar a experiência de consumidores pretos e pardos.
A diversidade, segundo Paiva, é vista como uma prioridade estratégica há 20 anos. “Queremos ser uma das líderes de beleza mais inclusivas. Esse compromisso molda nossa forma de operar, começando pelos nossos times”, afirma. O Brasil, com mais de 80% dos tons de pele mapeados globalmente, serve como uma grande inspiração para a indústria da beleza. O grupo possui um dos sete hubs de inovação do mundo no país, o que reforça a importância de refletir a diversidade brasileira internamente e identificar grupos sub-representados.
Em termos de empregabilidade, os números são expressivos. Em 2020, apenas 13% dos cargos eram ocupados por pessoas negras; ao final de 2025, esse número subiu para 25%. Essa mudança é resultado de uma articulação com o Movimento para Equidade Racial e de uma estratégia intencional no recrutamento e desenvolvimento de talentos. Além disso, a inclusão de pessoas com deficiência é uma prioridade, com a empresa já superando a média nacional de 1% de ocupação desse grupo em cargos formais.
Atualmente, 56% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres, e 17% dos funcionários se identificam como parte da comunidade LGBTQIAPN+, um número que se alinha à representatividade dessa população no Brasil. Paiva atribui essas mudanças à transformação do discurso em prática, enfatizando a importância de criar um ambiente de segurança psicológica que permita discussões abertas sobre diversidade.




