Os brasileiros ainda possuem R$ 5,8 bilhões disponíveis para resgate em bancos, consórcios, cooperativas de crédito e outras instituições financeiras. Os dados, provenientes do Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central, foram divulgados na última terça-feira (13) e referem-se ao mês de agosto. Desse total, R$ 4,31 bilhões pertencem a 23,94 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,48 bilhão está vinculado a 2,36 milhões de empresas. O montante disponível cresceu 2,6% em comparação a julho, quando o total era de R$ 5,65 bilhões. Contudo, esse valor ainda está abaixo dos R$ 10 bilhões registrados antes da transferência de recursos não resgatados para o Fundo Garantidor de Operações (FGO), que apoia o programa Desenrola Brasil.
Desde a implementação do sistema, o Banco Central já devolveu R$ 16,47 bilhões aos proprietários dos recursos. Desses, R$ 12,15 bilhões foram destinados a pessoas físicas e R$ 4,32 bilhões a empresas. A maior parte do dinheiro disponível está nos bancos, que concentram R$ 2,46 bilhões. As administradoras de consórcios vêm em seguida, com R$ 1,97 bilhão, seguidas pelas cooperativas de crédito, que possuem R$ 805,6 milhões. Instituições de pagamento reúnem R$ 369,6 milhões, enquanto financeiras têm R$ 121 milhões. Corretoras e distribuidoras concentram R$ 68 milhões, e outras instituições somam R$ 5 milhões. Os valores esquecidos costumam ser pequenos. Segundo o levantamento do Banco Central, 69,44% dos beneficiários estão na faixa de até R$ 10. Outros 18,95% têm entre R$ 10,01 e R$ 100, enquanto 9,39% podem receber entre R$ 100,01 e R$ 1.000. Apenas 2,21% dos beneficiários têm mais de R$ 1.000 disponíveis para resgate.
O sistema agrega recursos que ficaram parados em instituições financeiras por diversos motivos, como contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, cotas de cooperativas de crédito e valores não procurados de grupos de consórcio encerrados. A consulta é gratuita e pode ser realizada no site do Banco Central. Para solicitar o dinheiro, é necessário ter uma conta Gov.br de nível prata ou ouro. Criado pelo Banco Central, o SVR devolve dinheiro que ficou parado em instituições financeiras por motivos como tarifas indevidas, contas encerradas com saldo e reembolsos não creditados. Qualquer pessoa física ou jurídica que teve relacionamento com bancos ou financeiras em algum momento pode ter direito aos valores a receber.



