O desemprego na França subiu para 8,3% no segundo trimestre de 2026, alcançando o nível mais alto desde o final de 2020, durante o pico da pandemia de Covid-19. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (7) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (Insee). A taxa de desemprego, conforme a definição da Organização Internacional do Trabalho (OIT), registrou um aumento de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 0,7 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado.
O número total de pessoas desempregadas que estão ativamente em busca de trabalho chegou a 2,7 milhões, um aumento de 62 mil em apenas três meses. Este crescimento é particularmente preocupante, pois a taxa de desemprego já havia ultrapassado a marca de 8% pela primeira vez em cinco anos no primeiro trimestre deste ano. Segundo Eric Heyer, diretor do departamento de Análise e Previsão do Observatório Francês de Condições Econômicas (OFCE), “se o aumento do primeiro trimestre estava parcialmente ligado ao crescimento da população ativa, desta vez todos os indicadores são ruins”.
Os jovens, especialmente aqueles entre 15 e 24 anos, estão entre os mais afetados pela crise do emprego. A taxa de desemprego nessa faixa etária alcançou alarmantes 21,6%, um aumento de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 2,5 pontos percentuais em um ano. Essa situação é ainda mais crítica, pois um em cada cinco jovens ativos está sem emprego, refletindo a dificuldade de inserção no mercado de trabalho em um cenário econômico desafiador.
Além disso, o desemprego de longa duração também continua a crescer, embora em um ritmo mais lento, atingindo 2,1%. Isso significa que cerca de 671 mil pessoas estão desempregadas há pelo menos um ano, o que representa um desafio adicional para as políticas de emprego do governo francês. A situação atual levanta preocupações sobre a recuperação econômica do país e a eficácia das medidas implementadas para mitigar os impactos da pandemia no mercado de trabalho.




