O senador Wellington Fagundes (PL-MT) comemorou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que, em votação realizada na quinta-feira (21), validou a constitucionalidade da Lei 13.452/2017. Com um placar de 9 a 1, a decisão é vista como um marco para o progresso da Ferrogrão, uma ferrovia crucial para a logística e o desenvolvimento do estado de Mato Grosso e do Brasil.
A Lei 13.452/2017 foi essencial para a modificação dos limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, o que possibilitou a continuidade do projeto ferroviário. A construção da Ferrogrão estava paralisada desde 2021 devido a uma decisão cautelar do STF. A nova deliberação ressalta que a implementação da ferrovia estará sujeita a estudos técnicos e ao licenciamento ambiental, garantindo que as preocupações ambientais sejam respeitadas.
A importância da Ferrogrão para o Brasil
Wellington Fagundes, que preside a Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi), classificou a decisão como uma vitória histórica, resultado de anos de articulação política e institucional. A Ferrogrão, que ligará Sinop (MT) a Miritituba (PA), é vista como um novo corredor de exportação que promete melhorar a competitividade do agronegócio brasileiro.
“Essa é uma decisão histórica para Mato Grosso e para o Brasil. A Ferrogrão representa competitividade, redução de custos, sustentabilidade e desenvolvimento. É uma luta antiga que travamos com responsabilidade e diálogo”, afirmou o senador, destacando a relevância do projeto para a economia nacional.
Articulação política e desafios enfrentados
Nos últimos anos, Fagundes se consolidou como uma das principais vozes no Congresso Nacional em defesa da Ferrogrão. Ele liderou reuniões com representantes do setor produtivo, do governo federal e órgãos ambientais, buscando segurança jurídica e soluções para desbloquear o empreendimento. O senador enfatiza que a ferrovia é fundamental para reduzir o custo do frete e aumentar a competitividade do agronegócio, além de aliviar a pressão sobre a BR-163.
Com aproximadamente 933 quilômetros de extensão, a Ferrogrão foi projetada para conectar o médio-norte de Mato Grosso aos portos do Arco Norte, criando uma alternativa mais eficiente e sustentável para o escoamento da produção agrícola. “Não existe país competitivo sem infraestrutura. O Brasil produz muito, especialmente Mato Grosso, mas ainda perde bilhões por falta de logística adequada. A Ferrogrão é estratégica para o presente e o futuro do país”, destacou Fagundes.
O futuro da Ferrogrão e a sustentabilidade
Em junho de 2023, o senador celebrou a autorização do ministro Alexandre de Moraes para a retomada dos estudos técnicos da ferrovia. Já em setembro de 2025, às vésperas do julgamento no STF, Fagundes afirmou que a análise da Suprema Corte seria “decisiva para o futuro do país”. No mês seguinte, ele liderou uma comitiva ao STF para discutir a Ferrogrão e a moratória da soja, demonstrando seu comprometimento com o projeto.
“Desde o início, defendemos equilíbrio entre preservação ambiental e desenvolvimento. É possível produzir, preservar e garantir infraestrutura moderna para o Brasil crescer. Hoje é um dia importante para todos que acreditam no desenvolvimento do país”, concluiu Wellington Fagundes, reafirmando seu compromisso com a sustentabilidade e a inovação na infraestrutura brasileira.


