O primeiro debate entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, realizado no último domingo (18) pela Band, gerou repercussão significativa na imprensa internacional, sendo descrito como um evento marcado por tensões e ataques mútuos. Segundo a versão em inglês do jornal francês Le Monde, o embate entre os candidatos sintetizou o clima acirrado de uma campanha eleitoral em um país polarizado. Durante o debate, os candidatos trocaram insultos, chamando-se de mentirosos e acusando-se mutuamente de corrupção, o que evidenciou a hostilidade que permeia a disputa eleitoral.
Flávio Bolsonaro, em uma tentativa de desestabilizar Lula, caminhou atrás dele durante o debate, balançando a cabeça e exibindo um sorriso irônico, segundo o Le Monde. Lula, por sua vez, buscou controlar sua irritação e pediu aos espectadores que pesquisassem no Google para verificar as alegações de seu adversário.
O jornal argentino Clarín também destacou o clima tenso do debate, onde Lula procurou recuperar pontos junto ao eleitorado após uma surpreendente derrota no primeiro turno. O presidente associou seu rival a interesses dos Estados Unidos e ao presidente argentino Javier Milei, enquanto Bolsonaro fez acusações de corrupção contra o governo do PT.
A publicação La Nación, também da Argentina, ressaltou que o debate foi mais uma troca de acusações do que um confronto de ideias, com ambos os candidatos focando em aumentar a rejeição ao adversário, sem apresentar propostas concretas. O espanhol El País, em sua cobertura, enfatizou a alta tensão do confronto, descrevendo Lula como um tecnocrata e Bolsonaro como provocador, e observou que o debate não trouxe um deslize decisivo que pudesse alterar o equilíbrio da disputa.
A Al Jazeera, rede de notícias do Catar, reportou que Lula chamou Flávio de ‘mentiroso contumaz’ e ‘bandido’, mantendo distância física do candidato, a quem se referiu como ‘miliciano’, em alusão a supostos vínculos com grupos paramilitares. Flávio, que liderou o primeiro turno com 47% dos votos, afirmou que era melhor manter Lula à distância, citando preocupações sobre segurança pessoal.
O debate, que ocorreu a uma semana da votação final, deixou claro que a disputa entre os candidatos está longe de ser resolvida, com ambos os lados buscando estratégias para conquistar o eleitorado em um cenário de intensa polarização política.




