Post: Copa do Mundo nos EUA: imigrantes demonstram maior interesse do que americanos

Copa do Mundo nos EUA: imigrantes demonstram maior interesse do que americanos, com 54% planejando acompanhar o torneio.
Copa do Mundo nos EUA: imigrantes demonstram maior interesse do que americanos

A Copa do Mundo de 2026, que terá início na próxima sexta-feira (12), marca o retorno dos Estados Unidos como anfitrião do maior evento esportivo do planeta, após sediar a competição pela primeira vez em 1994. Com 78 das 104 partidas programadas para acontecer em solo americano, a expectativa é alta. No entanto, um levantamento do Pew Research Center revela que a maioria dos americanos não tem planos de acompanhar os jogos. De acordo com a pesquisa, 66% dos adultos afirmam ser pouco ou nada propensos a seguir a competição, enquanto apenas 28% demonstram interesse em assistir ao Mundial.

Por outro lado, o cenário é bem diferente entre os imigrantes que residem nos EUA. A pesquisa indica que 54% dos estrangeiros pretendem acompanhar a Copa, um número que mais que dobra os 23% registrados entre americanos nativos. Essa diferença no interesse reflete uma das características mais marcantes desta edição do torneio: a paixão pelo futebol, que é amplamente alimentada pelas comunidades de imigrantes que compõem o tecido social do país.

Eric Zuidema, um engenheiro estrutural brasileiro que vive nos EUA desde os 10 anos, observa que o futebol enfrenta uma concorrência acirrada com outros esportes populares no país, como o futebol americano, basquete e beisebol. Ele comenta: “Nos Estados Unidos, a oferta esportiva é muito mais ampla. No Brasil, o futebol é praticamente a única paixão. Isso diminui um pouco o nível de fanatismo que vemos por aqui.” Apesar disso, Zuidema nota uma evolução no interesse dos americanos pelo futebol ao longo das últimas duas décadas, com amigos seus começando a acompanhar mais o esporte.

O governo Trump, mesmo diante de preocupações relacionadas à imigração e custos de viagem, mantém a expectativa de que o interesse internacional pela Copa continue elevado. Andrew Giuliani, diretor da força-tarefa da Casa Branca para a Copa, afirmou que a FIFA já vendeu mais de 6 milhões de ingressos, incentivando a vinda de turistas para os Estados Unidos durante o evento. Contudo, a preparação para a Copa não está isenta de controvérsias, com relatos de árbitros e torcedores barrados, além de interrogatórios extensivos a jogadores e restrições de acesso.

Giuliani também destacou que esta será a primeira Copa do Mundo realizada nos EUA desde os atentados de 11 de setembro, o que traz um novo foco em segurança. A infraestrutura de segurança foi aprimorada em comparação à Copa de 1994, refletindo as lições aprendidas ao longo dos anos. A expectativa é que o evento não apenas celebre o futebol, mas também promova um intercâmbio cultural significativo entre os imigrantes e a população americana.

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