A Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, promete ser um marco na história do futebol, mas também levanta preocupações sobre a qualidade técnica das seleções participantes. Desde a decisão da FIFA, em 2017, de expandir o torneio para 48 seleções, a expectativa é de que o nível de competição possa ser afetado. Com a inclusão de novas seleções, como Cabo Verde, Jordânia, Uzbequistão e Curaçao, espera-se que o torneio traga um maior número de estreantes, o que, por sua vez, pode resultar em um nível técnico inferior. O ranking médio das seleções que participarão do Mundial de 2026 é de 32,5º, com base na última atualização da FIFA. Para efeito de comparação, na Copa de 1994, que contava com 24 seleções, o ranking médio era de 17º. A Nova Zelândia, classificada em 85º lugar, e o Haiti, em 83º, são as seleções com pior desempenho no ranking, e seus confrontos podem não ser tão emocionantes quanto os de seleções mais tradicionais. O jogo entre Cabo Verde, 67ª colocada, e Arábia Saudita, 61ª, é um exemplo de um confronto que pode não atrair tanto a atenção do público, somando um ranking combinado de 128º. A FIFA justifica a expansão como uma forma de democratizar o futebol, oferecendo oportunidades a países que historicamente não tiveram a chance de competir em um Mundial. No entanto, essa mudança pode resultar em um torneio com menos qualidade técnica, o que preocupa muitos fãs e especialistas. A edição de 2026 será a primeira a contar com o novo formato e, enquanto a FIFA busca aumentar a receita e o apoio político das federações, a questão do nível técnico das seleções continua a ser um tema de debate. A expectativa é que, apesar das preocupações, a Copa do Mundo mantenha seu espírito competitivo e atraente para os torcedores ao redor do mundo.



