A Copa do Mundo de 2026 ficou marcada pela surpreendente presença de chuteiras rosas, que se tornaram quase uma uniformidade entre os jogadores. Em uma coletiva de imprensa realizada na última quinta-feira (30), o presidente-executivo da Adidas, Bjørn Gulden, classificou essa situação como uma “coincidência” e revelou que a empresa não esperava tal fenômeno. “Acho que foi um acidente. E, honestamente, não acho que alguém tenha gostado”, comentou Gulden, pedindo até desculpas em nome da marca.
Historicamente, o preto dominou os campos de futebol, mas a evolução das chuteiras trouxe uma explosão de cores, especialmente nas últimas décadas. No entanto, a predominância do rosa durante o Mundial na América do Norte surpreendeu até mesmo os especialistas da indústria. Gulden destacou que a falta de diferenciação entre as marcas foi o que realmente chamou a atenção. “O rosa é uma cor bonita, sem dúvida. Mas o fato de todos termos aparecido com a mesma cor foi estranho”, admitiu.
Odinga Nimako, responsável pelos produtos de futebol da Nike, acrescentou que a escolha do rosa intenso é vista por muitos jogadores como um sinal de autoconfiança. “Quando você usa uma cor tão visível e chamativa como o rosa, precisa ser realmente muito bom para bancá-la”, afirmou. A Adidas, por sua vez, garantiu que não houve uma estratégia conjunta entre as marcas para essa escolha de cor, e que normalmente não têm conhecimento das decisões dos concorrentes antes do lançamento das coleções.
Gulden mencionou que os distribuidores são os únicos que têm uma visão geral das futuras coleções, e que deveria haver uma comunicação melhor entre as marcas. “Normalmente, eles deveriam ter nos dito: ‘Esperem um pouco, vocês estão todos fazendo a mesma cor’. Mas ninguém nos disse nada”, lamentou. Em resposta a essa situação, a Adidas prometeu uma variedade maior de opções nas próximas coleções, garantindo que as chuteiras não serão apenas rosas. “Mudamos as cores a cada trimestre. Quando a temporada voltar, vocês verão muitas chuteiras que não serão rosas”, concluiu Gulden.



