Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Rondonópolis, realizada na última quarta-feira (20), o vereador Ibrahim Zaher, do MDB, apresentou uma proposta que pode transformar a forma como os alunos da rede municipal adquirem seus materiais escolares. A sugestão é a criação do Cartão Material Escolar (CME), que beneficiaria os mais de 28 mil estudantes matriculados para o ano letivo de 2026. A proposta visa não apenas facilitar a compra de materiais, mas também impulsionar o comércio local, especialmente as papelarias que têm enfrentado dificuldades devido ao atual modelo de distribuição de kits escolares.
Zaher enfatizou que, embora a entrega de kits contendo materiais, lancheiras e mochilas represente um avanço significativo na educação, essa estratégia tem gerado um impacto negativo no comércio local. Durante sua fala, o vereador relatou que foi procurado por comerciantes do setor, que expressaram suas preocupações e sugeriram a implementação do CME como uma solução viável.
“Recentemente, me apresentaram uma solução muito interessante, que já está sendo aplicada em outros municípios e estados: o cartão vale-material. Esse cartão permite que os pais comprem os materiais escolares de seus filhos em estabelecimentos locais, o que ajuda a gerar emprego e renda na nossa cidade. Atualmente, a maior parte dos materiais é adquirida fora do município, e isso acaba desviando recursos que poderiam ser investidos aqui”, destacou o vereador.
Modelo de sucesso em outras cidades
O Cartão Material Escolar já é uma realidade em várias cidades do Brasil, incluindo algumas em Mato Grosso, como Sorriso. Nesses locais, o benefício é disponibilizado aos pais e responsáveis na forma de um cartão, que deve ser utilizado em papelarias credenciadas. Para facilitar a utilização, esses cartões possuem um QR Code que direciona para uma lista de empresas habilitadas a aceitar o cartão para a compra de materiais escolares.
Impacto no comércio local e na economia
A proposta do vereador Zaher é vista como uma oportunidade de revitalizar o comércio local, que tem enfrentado desafios nos últimos anos. A ideia é que, ao permitir que os pais comprem materiais em lojas da região, o dinheiro circule dentro da cidade, beneficiando não apenas os comerciantes, mas também a economia local como um todo. “Tudo o que pudermos fazer para defender o comércio local é essencial. Precisamos ter essa atitude para melhorar a qualidade de vida na nossa cidade”, afirmou Zaher.
Próximos passos e acompanhamento
O vereador anunciou que, nos próximos dias, irá solicitar informações à Secretaria Municipal de Educação sobre o valor investido na distribuição dos kits de materiais escolares deste ano, que atenderam quase 30 mil alunos. Essa transparência é fundamental para avaliar a viabilidade da proposta do CME e sua implementação futura.
A criação do Cartão Material Escolar pode ser um passo importante para a valorização do comércio local e para a melhoria da experiência dos pais e alunos na aquisição de materiais escolares. A proposta ainda precisa passar por discussões e aprovações nas instâncias competentes, mas já gera expectativas positivas entre os comerciantes e a comunidade.
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