As equipes de resgate que atuam nas áreas devastadas pelos recentes terremotos na Venezuela encerraram, na última segunda-feira (6), as buscas por Félix Tovar, um venezuelano de 70 anos que estava desaparecido. As operações se concentraram em uma padaria em La Guaira, onde a família acreditava que ele poderia estar soterrado, mas nenhum corpo foi encontrado entre os escombros. Os socorristas agora tentam localizar o último sinal emitido pelo celular de Félix, para redefinir a área de busca. O empresário, que possui residência permanente no Brasil, dividia seu tempo entre os dois países e está desaparecido desde o dia 24 de junho, quando os tremores atingiram a região. Seu filho, Daniel Medina, brasileiro-venezuelano, tem se mobilizado do exterior em busca de informações sobre o pai. Félix havia saído da pousada onde estava hospedado poucos minutos antes dos tremores para ir à padaria, localizada próxima ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar. Ele se preparava para viajar ao Chile, onde reencontraria a filha Elibel, de 38 anos, e seu neto. Desde o início da tragédia, Elibel e Daniel têm coordenado esforços para localizar o pai. Elibel viajou do Chile para a Venezuela para acompanhar as buscas, enquanto Daniel mobilizou contatos do exterior e reuniu informações sobre os últimos deslocamentos de Félix. A situação na Venezuela é alarmante. O número de mortos pelos terremotos subiu para 3.535, segundo um comunicado divulgado pelas autoridades. O número de feridos permanece em 16.740, mas o regime evita mencionar desaparecidos. O chefe de ajuda humanitária da ONU estimou que o número de pessoas desaparecidas pode chegar a 50 mil, embora algumas projeções apontem para cerca de 10 mil. A tragédia que atingiu a Venezuela não apenas devastou a infraestrutura, mas também deixou famílias em desespero, à procura de seus entes queridos. A busca por Félix Tovar é um reflexo do sofrimento de muitos que ainda aguardam notícias de seus familiares. A mobilização da família e a solidariedade demonstrada por amigos e conhecidos ressaltam a importância de manter a esperança em meio ao caos e à incerteza. As autoridades continuam a trabalhar para ajudar as vítimas, mas a realidade é que muitos ainda estão desaparecidos e a dor das famílias permanece.




