O Brasil fez história no primeiro Campeonato Mundial de Marcha Atlética realizado no hemisfério sul, sediado em Brasília neste domingo, 12 de abril de 2026. A capital federal foi palco de um desempenho notável dos atletas brasileiros, que conquistaram duas medalhas de bronze: uma com o experiente Caio Bonfim na prova da meia-maratona (21 km) masculina e outra com a equipe feminina na maratona (42 km), demonstrando a força e o potencial da modalidade no país.
O evento, que transformou o icônico Eixo Monumental em um circuito de alta performance, com largada e chegada próximas à Catedral e ao Museu da República, não apenas celebrou o esporte, mas também consolidou a posição do Brasil no cenário internacional da marcha atlética. As conquistas em casa ressoam como um incentivo para o desenvolvimento da modalidade, tanto para atletas de elite quanto para as categorias de base.
O brilho individual de Caio Bonfim na meia-maratona
O brasiliense Caio Bonfim, um dos maiores nomes da marcha atlética nacional, entregou uma performance emocionante na meia-maratona. Ele finalizou a prova em 1h27min36s, garantindo a medalha de bronze e sendo superado por uma margem mínima de apenas 11 segundos pelo italiano Francesco Fortunato, que levou o ouro, e pelo etíope Misgana Wakuma, medalhista de prata. A disputa acirrada manteve o público em suspense até os metros finais.
A medalha em Brasília adiciona mais um feito impressionante ao currículo de Caio, que já acumula quatro medalhas em Campeonatos Mundiais de Atletismo. No ano anterior, em Tóquio, ele conquistou a prata na maratona (então disputada em 35 km) e o ouro na meia-maratona (20 km). Sua consistência e excelência foram ainda mais evidenciadas com a prata olímpica nos Jogos de Paris, em 2024, na distância de 20 km. Outros brasileiros na prova, Max Batista dos Santos e João Paulo de Oliveira, terminaram em 26º e 67º lugares, respectivamente, enquanto Lucas Mazzo e Matheus Correa não concluíram a disputa.
A força coletiva: bronze para a equipe feminina de marcha atlética
A emoção também tomou conta da prova feminina de maratona por equipes, onde o Brasil garantiu um honroso bronze. A modalidade por equipes é calculada pela soma das colocações dos três melhores atletas de cada país. Quanto menor a somatória, melhor o desempenho do grupo. A equipe brasileira alcançou uma somatória de 28 pontos, resultado da excelente performance de suas atletas.
A carioca Viviane Lyra foi a grande destaque individual, terminando em quinto lugar com o tempo de 3h34min53s. Ela foi seguida pela brasiliense Gabriela Muniz, que ficou em 11º (3h46min07s), e pela catarinense Mayara Vicentainer, em 12º (3h47min09s). A união dessas três performances foi crucial para a conquista do pódio. As atletas Thaissa Gabrielle Cunha e Elianay Barbosa, de Brasília, não finalizaram a prova. A disputa pelo ouro foi intensa entre Equador (somatória de 12, com Paula Torres vencendo a prova) e Itália (somatória de 13), que levaram ouro e prata, respectivamente.
Em depoimento ao Comitê Olímpico do Brasil (COB), Viviane Lyra ressaltou a importância do resultado: “Essa conquista mostra que temos muito potencial para a marcha atlética por todo o Brasil, tanto nas categorias de alto rendimento quanto nas de base”. A declaração sublinha o impacto positivo do evento para a modalidade, inspirando novos talentos e reforçando a estrutura de treinamento.
Brasília como palco de um evento global e o legado da marcha atlética
A escolha de Brasília para sediar o Campeonato Mundial de Marcha Atlética não foi apenas simbólica, mas estratégica. O circuito montado no Eixo Monumental, com sua arquitetura singular e amplos espaços, proporcionou um cenário espetacular para a competição, atraindo a atenção de fãs e curiosos. A marcha atlética, uma modalidade olímpica que exige técnica rigorosa – com a regra de manter sempre um pé em contato com o solo e a perna de apoio estendida ao tocar o chão –, ganha visibilidade e reconhecimento em eventos dessa magnitude.
A realização deste mundial no Brasil, o primeiro no hemisfério sul, representa um marco para o esporte na região. Além das medalhas, o evento deixa um legado de inspiração e a certeza de que o país tem capacidade para organizar competições de alto nível e, mais importante, de formar atletas competitivos. As conquistas de Caio Bonfim e da equipe feminina são um testemunho do trabalho árduo e da dedicação, abrindo caminho para futuras gerações de marchadores brasileiros. Para mais informações sobre o evento, você pode visitar o site da Agência Brasil.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br








