Post: Brasil critica violência de colonos na Cisjordânia e repudia declarações de Israel

Brasil condena a violência de colonos israelenses na Cisjordânia e critica declarações sobre assentamentos ilegais.
Brasil critica violência de colonos na Cisjordânia e repudia declarações de Israel

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou uma nota nesta terça-feira (28) condenando veementemente a recente onda de violência perpetrada por colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia. O comunicado, que se destaca pela sua severidade, expressa também o descontentamento do Itamaraty em relação às declarações do governo israelense sobre a expansão de assentamentos ilegais no território palestino.

“O governo brasileiro condena, nos mais fortes termos, a mais recente onda de ataques de colonos israelenses na Cisjordânia — em muitos casos acompanhados por forças israelenses de segurança — contra a vida, integridade física e propriedade de civis palestinos”, afirmou a chancelaria.

Na última sexta-feira (24), um confronto na vila de Tal, localizada ao sudoeste de Nablus, resultou na morte de quatro palestinos e dois israelenses, um colono e um militar. Este incidente é considerado um dos mais graves desde que a violência de colonos contra vilarejos palestinos aumentou significativamente neste ano. No domingo (26), colonos israelenses incendiaram e picharam duas mesquitas no norte da Cisjordânia, deixando mensagens de vingança em hebraico.

O Exército israelense confirmou que tropas foram enviadas para investigar o incêndio em uma das mesquitas, mas não conseguiram identificar os suspeitos, que já haviam fugido do local. A corporação relatou que encontrou evidências de incêndio criminoso e pichações.

As Forças Armadas de Israel, que mantêm o controle sobre a Cisjordânia em uma ocupação considerada ilegal pela comunidade internacional, têm sido frequentemente criticadas por sua negligência em investigar crimes cometidos por colonos. Dados da Autoridade Palestina indicam que, desde o início do ano, 87 palestinos foram mortos na Cisjordânia, sendo 21 deles vítimas de ataques de colonos.

Além disso, cerca de 850 palestinos ficaram feridos em confrontos com colonos israelenses ao longo do ano. A situação se agrava à medida que se aproximam as eleições em Israel, onde o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu anunciou a intenção de expandir os assentamentos na Cisjordânia, contrariando o direito internacional, que proíbe a transferência de populações em territórios ocupados.

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, aproveitou a oportunidade para declarar que as vilas palestinas nas proximidades deveriam ser eliminadas, gerando ainda mais tensão na região. O Brasil, por meio de sua diplomacia, reafirma seu compromisso com a paz e a proteção dos direitos humanos, exigindo que a comunidade internacional se posicione contra a violência e a ocupação ilegal.

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