Post: Bolsa brasileira registra queda de 2,22% e dólar ultrapassa R$ 5,06

Bolsa brasileira cai 2,22% e dólar ultrapassa R$ 5,06, refletindo aversão ao risco e tensões geopolíticas.
Bolsa brasileira registra queda de 2,22% e dólar ultrapassa R$ 5,06

A bolsa brasileira enfrentou um dia desafiador nesta quarta-feira (3), encerrando suas atividades com uma queda expressiva de 2,22%. O principal índice da B3, o Ibovespa, fechou aos 170.330 pontos, refletindo um clima de aversão ao risco que dominou os mercados globais. O dólar comercial, por sua vez, também teve um desempenho negativo, subindo 1,14% e fechando a R$ 5,067. Essa movimentação foi impulsionada por um aumento nas tensões no Oriente Médio e a crescente preocupação com novas tarifas comerciais que os Estados Unidos podem impor ao Brasil e a outros países.

O cenário atual é marcado pela escalada das incertezas geopolíticas e pela busca por ativos considerados mais seguros, o que levou os investidores a reduzirem sua exposição a mercados emergentes. Após uma leve recuperação na terça-feira (2), o Ibovespa devolveu os ganhos e registrou a maior perda diária desde 7 de maio, chegando a tocar a mínima de 170.007 pontos durante o pregão, mas conseguiu manter-se acima dos 170 mil pontos ao final do dia. Este resultado representa o menor nível da bolsa desde 20 de janeiro, com uma queda acumulada de 1,99% na semana e um avanço reduzido para 5,71% em 2026.

A deterioração do sentimento dos investidores foi acompanhada pelo desempenho negativo das bolsas nos Estados Unidos, que interromperam uma sequência de recordes recentes em meio ao agravamento do conflito entre os EUA e o Irã. Além disso, o mercado está atento à proposta de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos, que incluem uma taxa de 25% sobre parte das exportações brasileiras, conforme anunciado pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). Essa proposta está relacionada a questões de combate ao trabalho forçado, o que tem gerado controvérsias e reações do governo brasileiro.

No mercado de câmbio, o dólar ganhou força, impulsionado pela crescente demanda global pela moeda americana. Durante a tarde, a divisa alcançou a máxima de R$ 5,09, encerrando o dia no maior nível desde 8 de abril. O real, por sua vez, apresentou um dos piores desempenhos entre as moedas emergentes, afetado pela saída de recursos da bolsa brasileira e pela cautela dos investidores em função do feriado de Corpus Christi. Apesar da alta registrada nesta quarta-feira, o dólar ainda acumula uma queda de 7,69% em relação ao real em 2026.

Os preços do petróleo também estão em alta, refletindo as incertezas em torno de um possível acordo entre os Estados Unidos e o Irã, além da continuidade dos confrontos na região do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio global de energia. O barril do Brent, referência internacional, subiu 1,89%, fechando a US$ 97,81, enquanto o WTI, do Texas, avançou 2,4%, encerrando a US$ 96,02. O mercado permanece atento ao risco de interrupções no fornecimento global de petróleo, o que gera preocupações adicionais com a inflação e aumenta a cautela dos investidores em todo o mundo.

*Com informações da Reuters*

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