No dia da abertura da Copa do Mundo de 2026, marcada para esta quinta-feira (11), o México se prepara para receber não apenas os torcedores, mas também uma onda de protestos organizados por ativistas. A cerimônia de abertura ocorrerá no icônico Estádio Azteca, onde a cantora colombiana Shakira e o artista nigeriano Burna Boy se apresentarão antes do jogo entre México e África do Sul. Enquanto isso, do lado de fora, familiares de desaparecidos, sindicatos e organizações camponesas planejam marchas simultâneas em direção ao estádio, buscando chamar a atenção para questões sociais urgentes.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, enfrenta um momento delicado, com sua popularidade em queda e a pressão dos movimentos sociais crescendo. O governo federal tomou medidas preventivas, como a suspensão de aulas e a autorização do trabalho remoto para servidores públicos na Cidade do México, para garantir a segurança durante o evento. O secretário de governo da cidade, César Cravioto, classificou o estádio como uma “instalação de segurança nacional”, enfatizando a necessidade de proteger o local da cerimônia.
Os manifestantes, especialmente os membros da Coordenação Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE), não mostram sinais de recuo. Desde o início de junho, milhares de professores estão em greve e acampados no Zócalo, a principal praça da Cidade do México, que será o local da “fan fest” oficial da FIFA. Essa praça, que é um importante ponto histórico e político, está cercada por edifícios governamentais, incluindo o Palácio Nacional, onde reside a presidente.
A presidente Sheinbaum, que cedeu seu ingresso para a abertura a uma jovem indígena vencedora de um concurso, ainda não confirmou sua presença no evento. “Veremos como as coisas se desenvolvem com os professores e outros grupos”, comentou. A situação é tensa, e o governo se prepara para possíveis confrontos entre manifestantes e forças de segurança, enquanto os torcedores se preparam para celebrar o início do torneio.
Com a Copa do Mundo trazendo um grande foco internacional, as manifestações representam um desafio significativo para o governo, que tenta equilibrar a segurança pública com a necessidade de respeitar o direito à manifestação. O desfecho desse dia promete ser um reflexo das tensões sociais que permeiam o país, ao mesmo tempo em que o mundo volta seus olhos para o futebol.



