Post: Atemoia ganha destaque no mercado brasileiro e supera a fruta-do-conde

A atemoia se destaca no mercado brasileiro, superando a fruta-do-conde e conquistando consumidores com suas qualidades únicas.
Imagem gerada com IA

A atemoia, fruto resultante do cruzamento entre a pinha e a cherimoia, tem conquistado cada vez mais espaço no mercado brasileiro, especialmente nos últimos anos. Embora sua aparência possa remeter à fruta-do-conde, a atemoia se destaca por suas características únicas e pela adaptação a diferentes climas, o que a torna uma opção atrativa para os consumidores e comerciantes.

Originária das regiões andinas, a atemoia foi introduzida no Brasil na década de 1960 e rapidamente encontrou um nicho no mercado, aproveitando a familiaridade que muitos já tinham com a pinha. O nome “atemoia” é uma junção de termos que remetem às suas frutas parentais: “ate” de pinha e “moia” de cherimoia. O horticultor Peter Jansen Wester foi um dos pioneiros em seu cultivo nos Estados Unidos, buscando unir as melhores qualidades de ambas as frutas.

Visualmente, a atemoia apresenta uma superfície mais uniforme e um formato que lembra um coração, além de ser maior e mais pesada que a pinha. Sua polpa é mais firme e menos propensa a desmanchar, com uma combinação de doçura e leve acidez que agrada ao paladar. Para os comerciantes, a durabilidade da atemoia durante o transporte e sua resistência à deterioração são fatores que contribuem para seu aumento nas vendas e aceitação no mercado.

Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), a atemoia tem se mostrado uma opção promissora, mantendo um volume significativo de comercialização. Em 2025, o volume médio de vendas na capital paulista foi de 3.281 toneladas, com um preço médio de R$ 9,10 por quilo, o que a coloca em uma faixa intermediária entre as frutas premium e populares.

Em Curitiba, a comparação de preços também revela a competitividade da atemoia, que teve um preço médio de R$ 8,86 por quilo, em contraste com os R$ 17,20 da fruta-do-conde. O crescimento no volume de vendas é notável, passando de 245 toneladas em 2021 para 479 toneladas em 2025, evidenciando a aceitação crescente entre os consumidores.

A produção de atemoia no Brasil é concentrada principalmente no Sudeste, com São Paulo liderando como referência técnica e produtiva. Regiões como Jarinu, Atibaia e Itatiba são reconhecidas por suas condições favoráveis ao cultivo. Minas Gerais também desempenha um papel importante, contribuindo significativamente para o abastecimento do mercado.

O avanço tecnológico no cultivo da atemoia, incluindo o uso de plantas enxertadas, tem melhorado a qualidade e a uniformidade da produção. O araticum, uma planta da mesma família, é frequentemente utilizado como porta-enxerto, permitindo que as plantas se adaptem melhor às condições brasileiras.

Embora a atemoia ainda não tenha um volume expressivo de exportação, os dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) indicam que as exportações de frutas do gênero Annona, incluindo a atemoia, estão começando a ganhar destaque no mercado internacional. Em 2025, foram exportadas 1.297 toneladas, com o Canadá sendo o principal destino.

Além de seu apelo comercial, a atemoia também é valorizada por seus benefícios nutricionais. Rica em vitamina C, potássio e compostos antioxidantes, a fruta pode ser uma adição saudável à dieta, embora seu consumo deva ser moderado devido ao potencial de picos glicêmicos. As sementes, como em outras frutas do gênero, não devem ser ingeridas, pois podem ser prejudiciais à saúde.

Em suma, a atemoia está se consolidando como uma fruta de destaque no mercado brasileiro, não apenas por suas características únicas, mas também pela sua capacidade de adaptação e aceitação entre os consumidores. À medida que a demanda cresce, a atemoia deixa de ser uma curiosidade e se estabelece como uma opção viável e saborosa nas prateleiras do hortifruti.

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