Um ataque trágico ocorreu na noite de sábado (26) durante a Christopher Street Day (CSD), a Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Berlim, deixando um morto e cerca de 16 feridos, sendo que oito deles em estado grave e três em condição crítica, conforme informações do Corpo de Bombeiros da capital alemã. O incidente aconteceu pouco antes das 22h, horário local, quando um veículo avançou em direção a pessoas que se reuniam para o encerramento do desfile.
O porta-voz da polícia, Florian Nath, informou que o suspeito do ataque foi identificado, mas ainda permanece foragido. O homem, conhecido por ter ligações com “redes islamistas” em Berlim, abandonou a van utilizada no atropelamento e fugiu a pé, segundo relatos de testemunhas. O ataque interrompeu abruptamente uma das maiores celebrações LGBTQIA+ da Europa, que atraiu centenas de milhares de participantes, embora a maioria já tivesse deixado a área quando o incidente ocorreu.
Após o ataque, os organizadores cancelaram o encerramento das festividades e pediram que os participantes deixassem a região imediatamente. A polícia orientou que as pessoas evitassem atravessar o bosque do parque Tiergarten, recomendando o uso apenas das vias públicas para deixar o local. Um grande número de ambulâncias, viaturas policiais e equipes de resgate foi mobilizado para atender as vítimas.
Julian Miethig, um dos participantes do evento, expressou seu choque: “Este é um dos piores dias para a comunidade queer e um dia que eu, pessoalmente, esperava nunca ter de viver. Estou em choque”. O chanceler alemão, Friedrich Merz, classificou o atropelamento como um “ato abominável” e garantiu que o governo fará uma investigação completa do caso.
Merz, junto ao ministro do Interior, Alexander Dobrindt, se comprometeu a esclarecer todos os detalhes do incidente e a garantir que os responsáveis sejam punidos. O prefeito de Berlim, Kai Wegner, também condenou o ataque, afirmando que “a liberdade da cidade foi atacada”.
Infelizmente, a Alemanha tem enfrentado uma série de ataques semelhantes nos últimos anos, onde veículos foram usados para atingir multidões. Em maio, um homem com suspeita de transtornos mentais atropelou pedestres em Leipzig, resultando na morte de duas pessoas. Em 2025, um motorista psicologicamente instável causou a morte de duas pessoas em Mannheim, e semanas antes, um cidadão afegão atropelou manifestantes em Munique, deixando dois mortos e mais de 40 feridos, incluindo crianças.
Em dezembro de 2024, um ataque em um mercado de Natal em Magdeburgo resultou em várias vítimas fatais, enquanto o principal suspeito era um psiquiatra saudita que residia na Alemanha. Outros incidentes violentos também têm sido registrados, como o esfaqueamento de um turista espanhol em fevereiro de 2025, que ocorreu na véspera das eleições legislativas. O aumento desses ataques, especialmente os cometidos por estrangeiros, tem alimentado a ascensão da extrema-direita no país.
Um dos ataques mais impactantes ocorreu em dezembro de 2016, quando um tunisiano invadiu um mercado de Natal em Berlim com um caminhão, resultando na morte de 12 pessoas. Esses eventos têm gerado um clima de insegurança e preocupação entre os cidadãos e autoridades, que buscam formas de prevenir novos incidentes e garantir a segurança da população.



