A seleção argentina chegou a Buenos Aires após a derrota na final da Copa do Mundo, e a recepção foi marcada por um clima de frustração e tristeza. Milhares de torcedores se reuniram na sede da Associação do Futebol Argentino (AFA) na última segunda-feira (20), mas a festa esperada foi ofuscada pela desilusão com a derrota para a Espanha, ocorrida no último domingo (19). A recepção dos jogadores, que não contaram com a presença de estrelas como Lionel Messi, Rodrigo De Paul e Enzo Fernández, foi muito diferente da celebração que tomou conta da cidade após o título mundial em 2022.
O presidente Javier Milei havia prometido um feriado para comemorar a equipe, considerada por ele a “mais importante da história da Argentina”. No entanto, a tristeza pela derrota levou os jogadores a recusarem as comemorações. Milei, em entrevista ao canal LN+, afirmou que os atletas receberam até seis opções diferentes de celebração, mas decidiram não festejar devido à decepção. Para o presidente, era fundamental reconhecer o esforço do time, que conta com um dos maiores jogadores de todos os tempos, Messi, e um treinador admirável, Lionel Scaloni.
A continuidade de Scaloni à frente da equipe está em pauta. Ao deixar a AFA, ele declarou que o foco não era a sua permanência, mas sim a dor pela derrota. Em sua chegada a Pujato, sua cidade natal, Scaloni expressou sua tristeza por não ter proporcionado a alegria que os argentinos esperavam, mas também ressaltou a satisfação por ter dado o melhor de si.
Messi, por sua vez, compartilhou suas reflexões nas redes sociais, dizendo que a dor da derrota é imensa e que levará tempo para cicatrizar. Ele destacou o apoio incondicional dos torcedores e as memórias das vitórias que ficarão marcadas para sempre. A expectativa agora gira em torno do que o futuro reserva para a seleção argentina, que, apesar da derrota, continua sendo um símbolo de esperança e paixão para o povo argentino.




