Post: Chefe de gabinete de Milei admite não ter declarado US$ 500 mil após negar

Manuel Adorni, chefe de gabinete da Argentina, admite não ter declarado US$ 500 mil, contradizendo afirmações anteriores sobre seu patrimônio.
Chefe de gabinete de Milei admite não ter declarado US$ 500 mil após negar

O chefe de gabinete da Presidência da Argentina, Manuel Adorni, reconheceu que não declarou pelo menos 500 mil dólares (cerca de 2,5 milhões de reais) em suas declarações financeiras, contradizendo suas afirmações anteriores. Em uma entrevista ao canal de notícias LN+, Adorni alegou que economizava “por baixo dos panos, como todo mundo” no país, em meio a questionamentos sobre seu patrimônio.

Adorni, um aliado próximo do presidente Javier Milei, enfrenta uma controvérsia que se arrasta há mais de três meses, após revelações sobre compras de imóveis e viagens luxuosas em família. Ele afirmou ter apresentado uma declaração revisada ao Escritório Anticorrupção, corrigindo as omissões. “É claro que cometi um erro. Pagarei todos os impostos que devo, todas as multas, todos os juros, tudo o que decorrer desse erro”, declarou.

Essas informações serão adicionadas à investigação judicial em andamento sobre as discrepâncias em sua declaração de bens. Segundo o ministro, o dinheiro não declarado provém de suas atividades privadas e investimentos em criptomoedas entre 2014 e 2018, antes de assumir o cargo de porta-voz presidencial em dezembro de 2023. “Resumindo, investimos cerca de 200 mil dólares e ganhamos aproximadamente 300 mil dólares”, explicou.

Adorni também reconheceu que ele e sua esposa optaram por não declarar esses rendimentos, afirmando que a maneira de escapar do antigo sistema político era ter economias não contabilizadas. Essa desconfiança em relação ao sistema bancário é uma característica comum entre muitos argentinos, que enfrentam crises econômicas e altos índices de inflação.

O reconhecimento de fundos não declarados representa uma mudança significativa na posição do chefe de gabinete, que havia afirmado ao Congresso, em abril, que “nunca houve ocultação” de seu patrimônio. A controvérsia teve início em março, quando a mídia destacou uma viagem oficial a Nova York que ele fez com a esposa, além de viagens de férias em jato particular com a família. Outros vazamentos levaram a uma investigação judicial sobre a compra de imóveis não declarados nos últimos dois anos. Até o momento, o ministro não foi intimado a depor nesse inquérito.

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