Post: Aeroporto na Arábia Saudita permanece fechado após ataque que deixou 12 mortos; houthis emitem novas ameaças

Após ataque que deixou 12 mortos, aeroporto na Arábia Saudita segue fechado e houthis emitem novas ameaças ao espaço aéreo saudita.
Aeroporto na Arábia Saudita permanece fechado após ataque que deixou 12 mortos; houthis emitem novas ameaças

O Aeroporto Internacional Rei Khalid, localizado em Riad, na Arábia Saudita, continua fechado após um ataque devastador ocorrido no último sábado (10), que resultou na morte de 12 pessoas e deixou mais de 300 feridos. Este ataque, considerado o mais letal em mais de uma década, ocorreu em um contexto de intensificação dos conflitos entre os houthis do Iémen, apoiados pelo Irã, e as forças do governo iemenita, que contam com o respaldo saudita.

Os houthis emitiram um alerta direcionado a todas as companhias aéreas e passageiros, advertindo sobre a vulnerabilidade do espaço aéreo saudita a novos ataques. Em uma publicação na rede social X, o grupo afirmou: “Reiteramos nosso alerta a todas as companhias aéreas, especialistas, funcionários, trabalhadores e passageiros para que não utilizem os aeroportos e o espaço aéreo saudita, pois estão vulneráveis a ataques e se tornaram um teatro de operações de nossas forças.” Apesar da gravidade da situação, os aeroportos de Meca e Medina foram excluídos da ameaça, dada sua importância religiosa.

O ataque de sábado foi o terceiro contra o aeroporto em uma semana, levando à suspensão temporária das operações para avaliação de danos e segurança. As 12 vítimas fatais eram de diversas nacionalidades, incluindo sauditas, bengaleses e cidadãos dos Estados Unidos, Jordânia, Palestina, Síria, Sudão e Egito. A Autoridade de Aviação Civil da Arábia Saudita não divulgou uma previsão para a retomada dos voos, que permanecem suspensos.

Os ataques anteriores ao aeroporto, que ocorreram no início da semana, resultaram em quatro mortes e danos significativos a um avião comercial saudita. Essa escalada de violência coincide com um aumento na participação militar da Arábia Saudita no Iémen, onde o país intensificou suas ofensivas contra os houthis, que recentemente conquistaram áreas estratégicas ao longo da costa do mar Vermelho.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores do Iémen, sob controle dos houthis, alertou que novas operações militares sauditas em território iemenita provocariam uma resposta mais contundente. O ministério afirmou: “A menos que o inimigo saudita cesse sua agressão e sua interferência no Iémen, o pior ainda está por vir, se Deus quiser.”

Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Washington está avaliando a possibilidade de se juntar aos ataques sauditas contra os houthis, uma nova frente no conflito que se insere em um contexto mais amplo de guerra contra o Irã. “O que aconteceu na Arábia Saudita é inaceitável”, afirmou Trump, reforçando a posição dos EUA na região.

No mesmo dia do ataque, a coalizão liderada pela Arábia Saudita informou que um projétil caiu nas proximidades do Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, e que um drone foi interceptado na mesma região. A situação permanece tensa, com a comunidade internacional acompanhando de perto os desdobramentos desse conflito que já se arrasta por anos e que tem impactos diretos na segurança regional e global.

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