Haiti e Escócia entram em campo neste sábado (13) após um longo hiato de 80 anos somados de ausência na Copa do Mundo. A partida, que faz parte do Grupo C, está marcada para as 22h (horário de Brasília) no Gillette Stadium, em Foxborough, Massachusetts. O Haiti retorna ao Mundial após 52 anos, sua única participação anterior foi em 1974, na Alemanha Ocidental. A Escócia, por sua vez, não disputa uma Copa desde 1998, na França, marcando um jejum de 28 anos. A trajetória haitiana até a classificação foi marcada por desafios, já que a seleção disputou todas as partidas como mandante em Curaçao, devido à crise de segurança em seu território. O grupo do Haiti remete diretamente à última Copa da Escócia, que enfrentou Brasil, Marrocos e Noruega em 1998. Agora, os escoceses reencontram brasileiros e marroquinos, além do Haiti, que traz uma nova dinâmica ao grupo. Sob a liderança de Steve Clarke, a Escócia chega aos Estados Unidos com uma geração renovada, destacando-se jogadores como o lateral e capitão Andy Robertson, do Liverpool, e os meio-campistas John McGinn, do Aston Villa, e Scott McTominay, do Napoli. McTominay, que teve problemas de saúde durante a preparação, voltou a treinar e deve participar da partida. A Escócia busca reencontrar sua tradição no torneio, enquanto o Haiti tem a chance de escrever um novo capítulo em sua história, já que nunca venceu uma partida na Copa do Mundo. Em 1974, a seleção caribenha perdeu todos os jogos da fase de grupos, marcando apenas dois gols e sofrendo 14. Os gols daquela edição foram anotados por Emmanuel Sanon. Agora, a esperança recai sobre Duckens Nazon, maior artilheiro da história da seleção com 44 gols. Nazon teve um papel crucial nas eliminatórias, onde, mesmo considerando deixar a concentração para o nascimento de sua filha, decidiu permanecer e contribuiu com três gols em um empate contra a Costa Rica. Diante da Escócia, Nazon terá a missão de liderar o Haiti em busca de sua primeira vitória em Copas do Mundo, um feito que ainda não foi alcançado pela seleção. O encontro entre Haiti e Escócia promete ser um momento histórico, não apenas pelo retorno das duas seleções, mas também pela oportunidade de ambos os países deixarem sua marca na história do futebol mundial.



