O mundo do futebol se despediu de um de seus grandes ícones nesta quinta-feira (11), com a morte de Hércules Brito Ruas, conhecido como Brito, aos 86 anos. O ex-zagueiro, que conquistou a Copa do Mundo de 1970 no México, faleceu em decorrência de complicações de uma pneumonia, após uma semana internado em um hospital no Rio de Janeiro. Seu falecimento coincide com o início da Copa do Mundo de 2026, que será realizada no México, Estados Unidos e Canadá.
Brito, que formou uma sólida dupla de zaga ao lado de Piazza, foi uma peça fundamental na conquista do tricampeonato mundial. Ele não apenas ajudou a garantir a vitória do Brasil, mas também foi reconhecido como o jogador com melhor preparo físico daquela edição da Copa. Nascido no Rio de Janeiro, Brito também fez parte da seleção brasileira na Copa de 1966, na Inglaterra, e disputou 60 partidas pela equipe nacional ao longo de oito anos, além de conquistar a Copa Roca em 1971.
Sua trajetória nos clubes é igualmente notável. Brito defendeu, entre outros, o Vasco da Gama, onde passou a maior parte de sua carreira, além de Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Corinthians, Botafogo e Athletico Paranaense. O Vasco lamentou a perda de um de seus maiores zagueiros, destacando que Brito começou sua carreira profissional no clube, onde atuou por dez anos e participou de 405 partidas. Ele conquistou títulos importantes, como o Torneio Rio-São Paulo em 1966 e o Torneio Internacional de Paris, ambos em 1957.
Em nota, o Vasco da Gama prestou homenagem a Brito, ressaltando sua importância para o clube e para o futebol brasileiro. “Hércules Brito Ruas tinha 86 anos, era vascaíno de berço e foi revelado em São Januário. Suas atuações e seu porte físico o levaram para a Seleção Brasileira, a qual defendeu em duas Copas do Mundo: 1966 e 1970, de onde saiu com o Tri-Mundial. Obrigado por tudo, ídolo! Descanse em paz”, afirmou a equipe.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também expressou seu pesar pela morte do ex-jogador. O presidente da entidade, Samir Xaud, destacou a contribuição de Brito para o tricampeonato mundial, afirmando que sua memória será eternamente lembrada. “Presto minha reverência a este ídolo do nosso país. Que sua raça seja uma inspiração para nossos jogadores que disputarão a Copa”, disse Xaud.
A CBF ressaltou a importância da dupla Brito e Piazza na defesa da seleção na Copa de 70, destacando as características que cada um trouxe para o time. Brito, conhecido pela força e imposição física, atuou como titular em todos os seis jogos do Mundial, sem ser substituído.
O legado de Brito no futebol brasileiro é indiscutível. Sua trajetória, marcada por conquistas e dedicação, deixa uma marca indelével na história do esporte e na memória dos torcedores. O futebol brasileiro perde um verdadeiro ícone, mas seu espírito e suas conquistas continuarão a inspirar futuras gerações de atletas.




