A Fifa determinou que o uniforme da seleção do Haiti para a Copa do Mundo passe por alterações, conforme anunciou a Saeta, empresa responsável pela confecção do material esportivo. Em um comunicado divulgado nas redes sociais, a Saeta informou que a Fifa, durante uma revisão do design, considerou que alguns elementos visuais poderiam ter interpretações ambíguas, levando à solicitação de mudanças. Embora a empresa não tenha especificado quais elementos foram questionados, destacou que o processo de criação do uniforme teve como objetivo celebrar o orgulho, a resistência e o espírito do povo haitiano. A Saeta afirmou que vários conceitos foram trabalhados e refinados ao longo de meses, sempre respeitando os padrões estabelecidos pela Fifa.
O elemento visual que gerou controvérsia é uma referência à Batalha de Vertières, um marco importante na história da independência do Haiti em relação à França. Em uma publicação no Instagram, a Saeta apresentou um vídeo mostrando o design dos kits, que inclui a inscrição 1974-2026, em alusão ao último torneio em que a seleção haitiana se classificou, em 1974.
A fabricante enfatizou que o design pretendia ser um tributo aos haitianos que contribuem diariamente para o futuro do país e não foi concebido como um manifesto político. O Haiti, que enfrentará o Brasil na fase de grupos da Copa, chega ao torneio em uma situação delicada, com seus jogadores vivendo fora do território nacional. Além disso, o país é o único nas Américas cujos cidadãos estão impedidos de viajar para os Estados Unidos, coanfitrião do torneio ao lado do México e do Canadá.




