O árbitro somali Omar Artan, que teve a entrada negada nos Estados Unidos para a Copa do Mundo de 2026, foi recebido como um verdadeiro herói ao retornar a Mogadíscio, capital da Somália. Mais de cem torcedores o aguardavam no principal aeroporto do país, agitando bandeiras e aplaudindo sua chegada após um voo da Turkish Airlines. Artan, que já havia sido eleito o melhor árbitro de futebol masculino pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025, expressou sua determinação em participar da próxima edição do Mundial, em 2030, apesar do que considerou uma injustiça.
“Estarei na próxima Copa do Mundo e continuarei fazendo com que a Somália se orgulhe. Apesar do que aconteceu comigo, não estou desmotivado”, declarou Artan à imprensa. A situação que o levou a ser impedido de entrar nos EUA gerou indignação entre seus compatriotas. O funcionário do governo, Mohamed Said, comentou: “Ele foi tratado de forma tão injusta que isso machuca qualquer pessoa preocupada com a humanidade”.
O árbitro foi barrado no Aeroporto Internacional de Miami, onde um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA alegou que ele era suspeito de estar vinculado a supostos integrantes de organizações terroristas, o que o tornava inelegível para admissão no país. A FIFA confirmou que Artan não integrará o quadro de árbitros do Mundial, que começa na quinta-feira (11).
A presença de Artan entre os 52 árbitros selecionados para a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, era motivo de orgulho para muitos somalis. O presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, havia declarado anteriormente que Artan era “um símbolo de inspiração para uma nova geração de somalis”. O retorno triunfal de Artan destaca não apenas sua resiliência, mas também o apoio fervoroso de seu país, que vê nele uma representação da esperança e do talento somali no cenário esportivo mundial.



