A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, na última sexta-feira (29), um homem em Dom Eliseu, no Pará, acusado de aliciar uma criança de apenas 9 anos pela internet, induzindo-a a práticas que resultaram em lesões graves. A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso (DEDMCAI) de Sinop, após uma investigação que revelou crimes de estupro de vulnerável, posse de material de abuso sexual infantil e aliciamento de crianças para fins sexuais.
aliciamento: cenário e impactos
A investigação teve início quando a mãe da vítima procurou a delegacia, relatando que sua filha havia sido manipulada por uma pessoa conhecida através de um aplicativo de vídeos. As apurações revelaram que o suspeito utilizava técnicas de aliciamento e manipulação psicológica para convencer a criança a produzir conteúdos de natureza sexual.
De acordo com a Polícia Civil, o investigado oferecia moedas virtuais do jogo Roblox em troca do envio de vídeos. Durante o contato com a vítima, ele exerceu forte influência psicológica sobre a criança, o que teve consequências devastadoras.
As investigações também apontaram que a criança sofreu graves consequências físicas e emocionais, sendo necessária a realização de um procedimento cirúrgico devido a uma lesão considerada grave. A descoberta dos fatos pela família deixou a criança profundamente abalada psicologicamente.
Em razão da gravidade do caso, a autoridade policial solicitou a prisão preventiva do suspeito, além de mandados de busca e apreensão e quebra de sigilo telemático, todas autorizadas pelo Poder Judiciário.
Para cumprir as ordens judiciais, os policiais civis percorreram mais de 2,7 mil quilômetros, atravessando cinco estados brasileiros até localizar o investigado em Dom Eliseu. Durante a operação, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos, e os materiais recolhidos passarão por análise para auxiliar nas investigações.
A delegada Renata Evangelista, responsável pelo caso, destacou a importância da investigação, que revelou a atuação de criminosos que utilizam plataformas digitais para se aproximar de crianças e adolescentes, explorando sua vulnerabilidade por meio de jogos e redes sociais.
O suspeito permanece à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil continua as investigações para aprofundar a apuração dos fatos.




