A polícia de Paris prendeu 283 pessoas neste sábado (30) após confrontos violentos que eclodiram durante as celebrações da vitória do Paris Saint-Germain (PSG) na final da Champions League. O evento, que atraiu milhares de torcedores às ruas, foi marcado por distúrbios que levaram à mobilização de 22 mil policiais em todo o país, sendo 8 mil apenas na capital francesa. O Ministério do Interior francês informou que, ao todo, 416 pessoas foram detidas em diversas regiões, com a maioria das prisões ocorrendo na capital.
O ministro do Interior, Laurent Nunez, classificou os distúrbios como “absolutamente inaceitáveis” e relatou que sete policiais ficaram feridos durante os confrontos. Além disso, seis veículos e dois estabelecimentos comerciais foram danificados. Durante as celebrações, um grupo de torcedores invadiu o anel viário de Paris, interrompendo o trânsito e soltando sinalizadores, o que gerou ainda mais tensão na área.
A polícia havia tomado precauções significativas para evitar a repetição dos tumultos que marcaram a vitória do PSG no ano anterior. Linhas de bonde foram interrompidas, várias estações de metrô foram fechadas e o tráfego de ônibus foi suspenso em algumas áreas estratégicas. As lojas na icônica Champs-Élysées foram protegidas com tapumes, antecipando possíveis saques. Apesar das medidas, cerca de 20 mil torcedores se reuniram na famosa avenida, onde a polícia apreendeu 12 sinalizadores e cerca de 100 fogos de artifício.
A situação se agravou nas proximidades do Parc des Princes, onde milhares de torcedores se reuniram para assistir à partida. A polícia teve que conter cerca de 150 pessoas que tentaram invadir o estádio. Confrontos entre torcedores e policiais foram relatados, com a polícia respondendo com gás lacrimogêneo após a arremesso de fogos de artifício. A extrema-direita francesa, representada pela candidata presidencial Marine Le Pen, criticou os eventos, afirmando que a violência durante a celebração de uma vitória esportiva é um fenômeno exclusivo da França.
Nunez defendeu a atuação policial, afirmando que havia um “sistema robusto” em vigor para garantir a segurança durante as celebrações. “Nossa responsabilidade é assegurar que todos possam celebrar de forma tranquila e segura”, afirmou um porta-voz da polícia. Enquanto isso, a cidade de Paris vivia uma noite agitada, com eventos culturais ocorrendo simultaneamente, incluindo shows de artistas renomados como Aya Nakamura e Damso, além do Aberto da França de tênis em andamento. Os jogadores do PSG devem participar de uma celebração oficial em breve, apesar dos tumultos que marcaram a noite.



