O técnico Carlo Ancelotti anunciou que o zagueiro Marquinhos será o capitão da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. A confirmação ocorreu durante a preparação para o amistoso contra o Panamá, marcado para o próximo domingo (31) no Maracanã. Com a divisão das sedes entre Estados Unidos, México e Canadá, o Brasil busca se preparar adequadamente para o torneio, e Marquinhos, de 32 anos, terá a honra de erguer o troféu, caso a equipe conquiste o título.
No entanto, para o amistoso contra o Panamá, a braçadeira de capitão ficará com o volante Casemiro, já que Marquinhos, junto com Gabriel Magalhães e Martinelli, do Arsenal, se juntará ao grupo apenas nos Estados Unidos, devido à participação do Paris Saint-Germain na final da Liga dos Campeões da Europa. O amistoso representa uma oportunidade de despedida da torcida brasileira, e o time entrará em campo com uma escalação que foi revelada por Ancelotti antes do treinamento realizado no sábado (30).
A formação inicial contará com Alisson no gol; Wesley, Bremer, Léo Pereira e Alex Sandro na defesa; Casemiro e Bruno Guimarães como volantes; e Luiz Henrique, Matheus Cunha, Raphinha e Vinicius Junior no ataque. Ancelotti planeja utilizar essa formação no primeiro tempo, mas já adiantou que fará várias substituições na segunda etapa, garantindo que todos os jogadores disponíveis tenham a chance de atuar. “É uma partida de preparação e uma partida importante para nos despedirmos de nossos torcedores, em nosso estádio. Então, jogam todos”, afirmou o treinador.
Além da festa com a torcida, Ancelotti estará atento ao desempenho defensivo da equipe. Embora a dupla de zaga titular, formada por Marquinhos e Gabriel Magalhães, ainda não esteja disponível, os treinos na Granja Comary, em Teresópolis, foram focados na defesa. O técnico enfatizou a importância do trabalho defensivo, destacando que os jogadores da frente têm muita qualidade e criatividade, mas a solidez defensiva é fundamental para o sucesso da equipe na Copa do Mundo.
“Trabalhamos muito a parte defensiva, com muitas informações. Os jogadores na frente têm muita criatividade, muita qualidade. Então, eu não quero passar muita informação nesse sentido [para deixá-los livres]. Já no nível defensivo, é uma informação diária até o último jogo da Copa do Mundo”, comentou Ancelotti, expressando sua motivação com o desempenho observado nos treinos.
O treinador também ressaltou a importância de dividir a responsabilidade entre os jogadores, mencionando Vinicius Junior e Raphinha como peças-chave, mas enfatizando que a pressão não deve recair apenas sobre um ou dois atletas. “É óbvio que todos temos muita responsabilidade e muita pressão. Como vamos fazer para ter menos pressão? Uma coisa só: compartilhá-la. Não pode ser uma responsabilidade individual. Às vezes, fala-se muito que o Brasil neste momento não tem uma estrela. Pode ser verdade. Não temos um Pelé, um Romário, um Ronaldo, mas temos um grupo forte e unido”, concluiu Ancelotti.



