Post: Juiz ordena remoção do nome de Donald Trump do Kennedy Center

Decisão judicial determina a remoção do nome de Donald Trump do Kennedy Center, reafirmando a homenagem a John F. Kennedy.
Imagem gerada com IA

Um juiz federal em Washington determinou que o nome de Donald Trump deve ser retirado do John F. Kennedy Center for the Performing Arts. A decisão, proferida na última sexta-feira (29), considera que a inclusão do nome de Trump na fachada e na identidade visual do centro foi ilegal. O juiz Christopher R. Cooper, do Tribunal Distrital dos EUA, destacou que a lei que criou o centro deixa claro que ele deve ser nomeado em homenagem a John F. Kennedy, afirmando que apenas o Congresso tem a autoridade para fazer alterações nesse sentido.

Na decisão de 94 páginas, Cooper também impediu temporariamente o fechamento do centro para reformas, que Trump havia anunciado para o verão. A ação judicial foi movida pela deputada Joyce Beatty, democrata de Ohio, que se opôs à mudança de nome e ao fechamento da instituição, argumentando que isso visava esconder a queda nas vendas de ingressos.

O conselho de curadores do Kennedy Center, que inclui muitos aliados de Trump, havia votado em dezembro para adicionar seu nome ao centro. Após essa decisão, novas letras foram instaladas na fachada, alterando o nome para “The Donald J. Trump and the John F. Kennedy Memorial Center for the Performing Arts”. Trump, por sua vez, anunciou em fevereiro que o centro fecharia, alegando que o prédio estava deteriorado e necessitando de reformas.

O juiz Cooper observou que os membros do conselho não tinham informações suficientes para tomar uma decisão informada sobre o fechamento durante a reunião de março. Ele ressaltou que a decisão de fechamento poderia ser reconsiderada no futuro, contanto que o conselho se preparasse adequadamente, levando em conta sua responsabilidade de manter um espaço cultural de qualidade e honrar a memória de Kennedy.

Representantes do Kennedy Center não comentaram imediatamente sobre a decisão. Após a ordem judicial, Trump afirmou nas redes sociais que buscaria transferir a propriedade do centro ao Congresso. A situação levanta questões sobre a gestão e a identidade de instituições culturais e o papel do governo em sua administração.

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