Na tarde desta segunda-feira (26), o corpo do venezuelano Mario Alexander Rojas Caballero foi encontrado em uma cova rasa em um estacionamento no bairro Baú, em Cuiabá. O crime, que chocou a comunidade local, foi confessado por Amarildo Nonato, colega da vítima, que foi preso em flagrante. Mario foi brutalmente assassinado com golpes de faca e enxada.
homicídio: cenário e impactos
De acordo com informações preliminares, o assassinato ocorreu na noite de sábado (23), após uma discussão entre os dois homens. Amarildo teria atacado Mario com um instrumento de enxada e, em seguida, arrastado o corpo até o local onde foi enterrado, dentro do terreno do estabelecimento onde ambos trabalhavam.
Após cometer o crime, o suspeito tentou ocultar o corpo cobrindo-o com entulhos e tijolos, mas partes do corpo permaneceram visíveis, o que facilitou a descoberta do crime. A vítima, de nacionalidade venezuelana, estava em situação de imigração no Brasil.
O delegado da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Michael Paes, afirmou que as investigações estão em andamento, mas elogiou a rápida resposta das forças de segurança. “A Polícia Civil, com o apoio da Polícia Militar, conseguiu realizar a prisão em flagrante por ocultação de cadáver”, declarou.
Questionado sobre a possibilidade de uma confissão formal, o delegado mencionou que o suspeito ainda será interrogado, mas ressaltou que as evidências já coletadas indicam claramente sua responsabilidade no crime. “Os elementos apresentados são suficientes para confirmar a autoria, independentemente da confissão”, afirmou Paes.
Relatos preliminares indicam que Amarildo permaneceu no local após o crime, interagindo normalmente com outras pessoas antes de ser identificado pela polícia. A cena do crime foi isolada e equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram os trabalhos periciais necessários. O corpo de Mario foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames.
As investigações continuam sob a responsabilidade da DHPP, que busca esclarecer todos os detalhes do caso e garantir que a justiça seja feita.



