A ausência da vacina contra meningite B na rede pública de Rondonópolis e em outros municípios brasileiros não é uma decisão local, mas sim uma determinação do governo federal. O imunizante não faz parte do calendário vacinal do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país, conforme estabelecido pelo Ministério da Saúde.
Uma portaria publicada no Diário Oficial da União em 17 de abril de 2026, com validade nacional, estabelece que a vacina meningocócica B não será disponibilizada na rede pública em nenhum município, independentemente das decisões locais. Essa medida é resultado de uma recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que avalia a inclusão de vacinas e medicamentos no sistema público de saúde.
Critérios para a inclusão da vacina no SUS
O parecer técnico da Conitec indicou que a vacina meningocócica B recombinante (4CMenB) não atendeu aos critérios mínimos necessários para sua incorporação ao SUS neste momento. Apesar do sorogrupo B ser responsável pela maioria dos casos de doença meningocócica no Brasil, o governo federal argumenta que a atual incidência da doença não justifica a adoção de uma vacinação universal, especialmente considerando o alto custo do imunizante.
Alternativas disponíveis no SUS
O Sistema Único de Saúde continua a oferecer gratuitamente outras vacinas importantes para a proteção contra meningite. Entre elas, a vacina contra meningite C, que é aplicada em bebês aos 3 e 5 meses, e a vacina ACWY, recomendada como reforço aos 12 meses. Além disso, a vacina pentavalente, administrada aos 2, 4 e 6 meses, também contribui para a proteção contra a meningite.
Repercussão da decisão
A decisão do governo federal gerou preocupações entre especialistas e a população, especialmente em regiões onde a incidência de meningite B é mais alta. A falta de uma vacina específica para esse sorogrupo pode levar a um aumento no número de casos, o que levanta questões sobre a eficácia das vacinas atualmente disponíveis. O debate sobre a necessidade de reavaliação das políticas de vacinação no Brasil se intensifica, com muitos defendendo a inclusão da vacina meningocócica B no calendário vacinal.
O que vem a seguir?
Com a decisão em vigor, a expectativa é que o governo federal reanalise a situação da doença e a viabilidade de incorporar a vacina meningocócica B no SUS em um futuro próximo. A pressão da sociedade civil e de especialistas em saúde pública pode influenciar essa reavaliação, especialmente se houver um aumento significativo nos casos de meningite B no país.
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