O Ministério Público do Paraguai determinou nesta sexta-feira (6) a prisão do ex-presidente Santiago Peña, logo após a aprovação de seu impeachment pelo Congresso. O político, que pertence ao Partido Colorado, foi notificado da decisão e ficará em prisão domiciliar até se apresentar à Procuradoria, conforme anunciado por fiscais locais. A apresentação está marcada para as 11h da manhã deste sábado, e a medida foi confirmada por imagens que mostram a presença policial em frente à residência de Peña.
A ordem de detenção foi emitida minutos após o Senado paraguaio aprovar, por unanimidade, o impeachment de Peña, que enfrentou sérias acusações durante seu mandato. Além dele, a ordem também abrange o ex-diretor do Banco Central, Carlos Carvallo, que está sob investigação por indícios de irregularidades financeiras.
Durante o processo de impeachment, a oposição questionou a presença de Peña no país, levantando dúvidas sobre sua localização. Até a ação dos agentes judiciais, que confirmou sua presença em Assunção, o ex-presidente havia se manifestado apenas por meio de redes sociais, sem comparecer publicamente. A operação policial ocorreu simultaneamente à chegada do vice-presidente Pedro Alliana ao Congresso, onde ele foi convocado para uma sessão extraordinária para assumir a presidência interinamente. Após a posse de Alliana, o deputado Antonio Barrios foi eleito como o novo vice-presidente do Paraguai.
A votação do impeachment de Santiago Peña foi um marco significativo na política paraguaia, refletindo a insatisfação pública com a administração do ex-presidente e a crescente pressão sobre o governo para lidar com as alegações de corrupção e má gestão. O desdobramento da situação política no Paraguai será acompanhado de perto, uma vez que a nova liderança terá o desafio de restaurar a confiança nas instituições do país e enfrentar as questões que levaram ao impeachment.



