Um trágico acidente envolvendo trens de alta velocidade na Espanha resultou na morte de pelo menos 12 estrangeiros, entre os 69 falecidos no incidente. As autoridades, que divulgaram as informações neste domingo (1º), confirmaram que entre as vítimas estão quatro cidadãos americanos, um argentino e um mexicano. Além disso, uma brasileira foi identificada entre os feridos, conforme relatado pelo Itamaraty.
O órgão judicial responsável pela identificação das vítimas já havia anunciado a morte de um francês e um português, além de 54 espanhóis. As demais vítimas estrangeiras incluem cidadãos de nacionalidades francesa, canadense, japonesa, portuguesa e tcheca, além dos dois latino-americanos e dos quatro americanos. Até o momento, a maioria das vítimas já foi identificada, com exceção de três pessoas que ainda estão desaparecidas: dois australianos e um japonês.
“As famílias contatadas expressaram o desejo de viajar à Espanha para realizar a identificação presencial, e estamos aguardando sua chegada ao país”, informou o comunicado oficial. O acidente ocorreu na quarta-feira (28), quando um trem da empresa estatal Renfe colidiu com um trem da operadora privada Iryo, que estava parado devido a uma falha no sistema de sinalização, a cerca de 150 quilômetros ao sul de Madri, na província de Toledo.
A falha no sistema automático de segurança havia interrompido a circulação de trens em um trecho de 63 quilômetros da ferrovia, mas um centro de controle autorizou o serviço da Renfe a retomar a viagem enquanto o outro trem permanecia parado. Este foi o segundo acidente ferroviário grave no país neste ano, após um incidente em janeiro na Andaluzia que deixou 46 mortos, e é considerado um dos piores do século na Europa.
O acidente ocorre em um momento delicado para a política espanhola, a apenas um mês das eleições gerais marcadas para 29 de novembro. O atual líder socialista, Pedro Sánchez, enfrenta pesquisas desfavoráveis e busca prolongar seus oito anos à frente do governo. A tragédia, portanto, não apenas impacta as famílias das vítimas, mas também lança uma sombra sobre o cenário político do país.



