A edição de 2027 do Concurso Nacional Unificado (CNU) poderá disponibilizar entre 2.000 e 3.000 vagas, conforme informações divulgadas pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). A confirmação foi feita à Folha, que destaca que a realização do concurso está condicionada à aprovação da Lei Orçamentária do próximo ano pelo Congresso Nacional. A ministra Esther Dweck ressaltou que o total de oportunidades será viabilizado caso não haja cortes no quadro de pessoal.
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), enviado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destina R$ 1,3 bilhão para novas contratações no Executivo federal e R$ 1,2 bilhão para concursos em instituições federais de ensino. Ao todo, estão previstas 53.530 vagas, que incluem tanto novos postos quanto contratações de servidores já aprovados em seleções anteriores.
A ministra Dweck já havia compartilhado informações sobre a quantidade de vagas em uma entrevista ao jornal O Globo, e a pasta confirmou os dados à Folha. O modelo do CNU tem atraído o interesse de estados e municípios, o que abre a possibilidade de utilizar a experiência acumulada pelo MGI e outros órgãos do governo Lula para realizar seleções em larga escala e colaborar com as administrações estaduais e municipais.
Além disso, a ministra mencionou que o MGI está em diálogo com o Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração (Consad) para apresentar o formato do concurso e oferecer referências técnicas e legislativas para a realização de concursos unificados nos estados. O objetivo é que a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) continue como responsável pela execução do concurso, enquanto o MGI coordena, monitora e avalia a política.
A ministra Dweck enfatizou a importância da recomposição da força de trabalho para garantir que os órgãos públicos tenham a capacidade necessária para implementar suas políticas. “Por isso, a intenção do MGI é manter a autorização de concursos e processos seletivos”, afirmou à reportagem.
Desde 2025, a preparação do CNU tem sido realizada pela Enap, ao invés de empresas de concurso contratadas pelo governo. Na primeira edição, em 2024, a responsabilidade foi da Cesgranrio. O CNU, conhecido como o ‘Enem dos Concursos’, tem se consolidado como uma alternativa para a seleção de novos servidores públicos, promovendo uma abordagem mais integrada e eficiente na contratação de pessoal para o setor público.




