A remuneração de Richard Houston, CEO da Deloitte, subiu 45%, alcançando 7,1 milhões de libras (cerca de R$ 47,2 milhões) no último ano, mesmo com a empresa cortando mil postos de trabalho no Reino Unido. Essa disparada salarial representa 93 vezes o salário mediano dos funcionários da firma no país, um aumento significativo em relação a 65 vezes no ano anterior. Houston, que assumiu o cargo em junho, recebeu 5,8 milhões de libras (R$ 38,5 milhões) em participação nos lucros e uma bonificação de 1,3 milhão de libras (R$ 8,65 milhões) vinculada a metas estratégicas.
A Deloitte, uma das chamadas Big Four, enfrentou uma reestruturação que resultou na redução de cotas para novos sócios, de 100 para 80 unidades. Essa mudança foi parte do Projeto Maple, que visava equilibrar a relação entre sócios com e sem participação acionária. A remuneração de Houston, que lidera operações em 80 países, coloca-o entre os executivos mais bem pagos do setor, superando seus pares em outras grandes firmas como a PwC.
Os cortes de vagas e a revisão da estrutura societária refletem um momento de transformação na Deloitte, onde a maioria dos sócios agora possui participação acionária, aumentando a pressão sobre os sócios assalariados que buscam ascender na hierarquia. A insatisfação entre esses profissionais tem sido uma preocupação constante, especialmente em um contexto onde a remuneração dos altos executivos continua a crescer enquanto a empresa enfrenta desafios no mercado.




