Post: Economistas revisam para baixo previsões de inflação, PIB e dólar em 2026

Economistas ajustam previsões de inflação, PIB e dólar em 2026, após reeleição de Lula. Expectativas de juros também são revisadas.
Economistas revisam para baixo previsões de inflação, PIB e dólar em 2026

Os economistas consultados pelo Banco Central ajustaram suas previsões para a inflação, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a cotação do dólar ao final de 2026, conforme revelou o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (26). O levantamento foi concluído na última sexta-feira (23), antes do segundo turno das eleições, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito, derrotando o senador Flávio Bolsonaro.

A nova projeção aponta que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano em 5,19%, uma leve redução em relação à estimativa anterior de 5,22%. Para 2027, a expectativa é de que a inflação fique em 4,34%, ligeiramente acima da previsão anterior de 4,32%. Já para 2028, a projeção se manteve em 3,75%. Vale lembrar que a meta de inflação estabelecida é de 3% ao ano, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Além disso, os economistas também revisaram suas expectativas para o crescimento do PIB, que agora é estimado em 1,8% para o final deste ano, em comparação aos 1,83% projetados anteriormente. Para 2027, a expectativa de crescimento foi ajustada para 1,31%, contra 1,32% da semana anterior. No que diz respeito ao câmbio, a previsão para o dólar foi alterada para R$ 5,05 ao final de 2026, uma queda em relação à estimativa anterior de R$ 5,13. Para o ano seguinte, a previsão é de que a moeda americana atinja R$ 5,15, ante R$ 5,22 anteriormente.

As expectativas em relação à taxa básica de juros, a Selic, foram mantidas em 13,25% ao ano para o final de 2026. O mercado espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realize um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de novembro e uma nova redução da mesma magnitude em dezembro. Para 2027, a Selic é projetada em 11,75%, uma diminuição em relação aos 12% previstos anteriormente.

Após o resultado das eleições, os ativos brasileiros enfrentaram quedas significativas no exterior, com a expectativa de que as ações e o real apresentem desvalorização no pregão desta segunda-feira. O mercado financeiro demonstrava preferência por uma vitória de Flávio Bolsonaro, acreditando que sua administração poderia proporcionar um controle mais efetivo das contas públicas. No entanto, nem o senador nem seus assessores econômicos forneceram detalhes concretos sobre um possível ajuste fiscal durante a campanha.

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