A Caixa Econômica Federal realiza nesta quarta-feira (20) o pagamento da parcela de outubro do Bolsa Família para os beneficiários cujo Número de Inscrição Social (NIS) termina em 3 a 0. Este mês, aproximadamente 19,3 milhões de famílias estão sendo atendidas, com um valor médio do benefício fixado em R$ 782,92.
O aumento no valor dos benefícios é significativo, subindo de R$ 13 bilhões em setembro para R$ 15 bilhões em outubro. Essa mudança reflete a intenção do governo de oferecer um suporte mais robusto às famílias em situação de vulnerabilidade social.
Além disso, na segunda-feira (19), moradores de 194 municípios em sete estados receberam o crédito, independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado abrangeu localidades que se encontram em situação de emergência ou calamidade pública, incluindo estados como Acre, Amazonas, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo e Sergipe.
O calendário de pagamentos do Bolsa Família foi alterado devido ao fenômeno climático El Niño, que impactou a programação tradicional. Normalmente, os pagamentos ocorrem nos últimos dez dias úteis de cada mês, mas, para este período, o governo optou por concentrar os pagamentos em três dias até dezembro. Beneficiários com NIS terminado em 1 já receberam seus pagamentos na segunda-feira, enquanto aqueles com NIS terminado em 2 receberam na terça-feira. A quarta-feira foi marcada pela unificação dos pagamentos para os NIS que terminam em 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.
Os beneficiários podem consultar informações sobre as datas de pagamento, valores e composição das parcelas através do aplicativo Caixa Tem, que também permite o acompanhamento das contas poupança digitais do banco. Com o reajuste anunciado em setembro, que entrou em vigor em outubro, o valor mínimo do benefício agora é de R$ 691. Além desse valor, há também três adicionais que podem ser recebidos: o Benefício Variável Familiar Nutriz, que paga seis parcelas de R$ 58 a mães de bebês de até seis meses, um adicional de R$ 58 para famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos, e um outro de R$ 173 para famílias com crianças de até 6 anos.
Outro aspecto importante do programa é a regra de proteção, que permite que famílias que conseguem emprego e melhoram sua renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada membro da família ganhe até meio salário mínimo. Essa regra, que foi reduzida de dois para um ano em junho do ano passado, ainda garante que aqueles que ingressaram na regra até maio de 2025 continuem recebendo metade do benefício por dois anos.
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não enfrentam mais o desconto do Seguro Defeso, uma mudança estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é um benefício destinado a pessoas que dependem da pesca artesanal e não podem exercer essa atividade durante o período de piracema, quando os peixes se reproduzem.



