Post: Lula antecipa pagamentos do Bolsa Família antes do segundo turno das eleições, seguindo exemplo de Bolsonaro

Lula antecipa pagamentos do Bolsa Família antes do segundo turno das eleições, seguindo estratégia de Bolsonaro em 2022.
Lula antecipa pagamentos do Bolsa Família antes do segundo turno das eleições, seguindo exemplo de Bolsonaro

A decisão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de antecipar o calendário de pagamentos do Bolsa Família, permitindo que todos os beneficiários recebam os valores antes do segundo turno das eleições, ecoa uma estratégia similar adotada por seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL). Em 2022, após terminar o primeiro turno atrás do petista, Bolsonaro anunciou a antecipação do calendário do programa, que na época era denominado Auxílio Brasil. O cronograma original de 2022 previa repasses entre 18 e 31 de outubro, o que significava que os pagamentos seriam concluídos após o segundo turno, marcado para 30 de outubro. Contudo, o governo Bolsonaro antecipou os repasses para ocorrer entre 11 e 25 de outubro, além de incluir mais 500 mil famílias no programa e lançar um empréstimo consignado do Auxílio Brasil, operado pela Caixa Econômica Federal. Até o início de novembro de 2022, os bancos haviam emprestado R$ 9,5 bilhões, com R$ 7,6 bilhões provenientes da Caixa. Após a derrota de Bolsonaro, a oferta dessa linha de crédito foi suspensa e, sob Lula, extinta definitivamente.

Agora, em uma situação semelhante, Lula, que também terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, decidiu antecipar os pagamentos do Bolsa Família. O novo cronograma prevê que os depósitos sejam realizados entre 19 e 21 de outubro, antes do segundo turno das eleições. Este será o primeiro mês em que os beneficiários sentirão os efeitos do reajuste de 15,04%, anunciado pelo governo Lula em 17 de setembro, elevando o repasse mínimo de R$ 600 para R$ 691 por família.

Além do aumento no valor do benefício principal, as parcelas adicionais do programa também foram ajustadas. O Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família, passou de R$ 142 para R$ 164. O benefício destinado a crianças de até sete anos aumentou de R$ 150 para R$ 173, enquanto a parcela para gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes de sete a 18 anos incompletos subiu de R$ 50 para R$ 58. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, cerca de 19,3 milhões de famílias devem receber o benefício, cujo valor médio foi estimado em R$ 782,92. Essa movimentação do governo Lula não apenas busca garantir apoio popular em um momento crítico da corrida eleitoral, mas também reflete a continuidade de práticas políticas que visam atender às necessidades das famílias em situação de vulnerabilidade social, especialmente em períodos eleitorais.

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