O setor de serviços no Brasil apresentou uma leve retração de 0,1% em agosto deste ano, em comparação ao mês anterior, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (14). Em julho, a atividade havia se mantido estável, enquanto em junho houve um crescimento de 0,1%.
A pesquisa, parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PM’s), revela que, apesar da queda em agosto, o setor ainda apresenta um crescimento de 0,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado dos primeiros oito meses de 2023, o crescimento é de 1,7%, e de 2,2% em comparação aos últimos 12 meses.
Atualmente, o setor está 19,9% acima do nível pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, e apenas 0,3% abaixo do maior patamar da série histórica, que ocorreu em outubro de 2025.
Em termos de receita nominal, o setor de serviços também demonstrou crescimento, com taxas de 0,2% em comparação a julho, 6,1% em relação a agosto do ano passado, 7,4% no acumulado do ano e 7,5% nos últimos 12 meses.
Ao analisar os segmentos, apenas os serviços prestados às famílias apresentaram crescimento de 2,1% de julho para agosto. Por outro lado, os segmentos de transporte (-0,2%), outros serviços (-1%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,2%) registraram quedas.
Desempenho do turismo
O índice de atividades turísticas, que é calculado separadamente dos cinco segmentos do setor de serviços, teve um aumento significativo de 2,5% entre julho e agosto, marcando o segundo resultado positivo consecutivo, com um ganho acumulado de 5,5% nesse período. O segmento de turismo está agora 12,4% acima do patamar de fevereiro de 2020, embora ainda esteja 1,1% abaixo do pico histórico alcançado em dezembro de 2024.



