Post: Zelenski afirma que Kiev não recebeu alerta de ataque russo dos aliados

Zelenski afirma que Kiev não recebeu alerta de ataque russo dos aliados, após ameaças dos EUA sobre informações militares.
Zelenski afirma que Kiev não recebeu alerta de ataque russo dos aliados

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, revelou nesta terça-feira (13) que seu país não recebeu aviso prévio de seus aliados sobre um ataque com cinco mísseis balísticos russos que atingiu Kiev na madrugada. Essa declaração surge em meio a relatos na imprensa americana e europeia que indicam que os Estados Unidos ameaçaram cortar o fornecimento de informações sobre movimentos russos caso Zelenski não interrompesse os ataques a refinarias na Rússia.

O compartilhamento de dados obtidos por satélites e sensores é fundamental para a ajuda ocidental à Ucrânia no conflito. Embora os EUA tenham suspendido o apoio militar e financeiro direto, o fluxo de informações continuou. Países como França e Reino Unido também oferecem suporte, mas não possuem a mesma capacidade dos americanos. Esses dados são essenciais para que a Ucrânia mantenha serviços de alerta em tempo real sobre a movimentação de bombardeiros russos e lançamentos de mísseis.

Em um evento de segurança em Varsóvia, o chanceler ucraniano, Andrii Sibiha, afirmou que a cooperação com os aliados continua, mesmo diante das ameaças americanas. No entanto, a tensão entre as autoridades destaca a confusão atual no cenário da guerra iniciada por Vladimir Putin em 2022.

No último domingo (11), Donald Trump anunciou um cessar-fogo nos ataques mútuos ao sistema energético dos rivais. Na sexta-feira (9), o americano havia fechado um acordo para a compra de diesel russo após uma conversa com Putin, o que gerou descontentamento em Zelenski, que tem promovido uma campanha de ataques a refinarias russas, causando uma crise de abastecimento no país vizinho e forçando Putin a suspender as exportações de diesel e gasolina.

Esses combustíveis, que eram principalmente direcionados à Turquia, China e Brasil, agora estão sendo alvo do interesse de Trump, que busca reduzir os preços nos EUA antes das eleições legislativas de novembro, em que seu Partido Republicano pode perder o controle do Congresso. A alta dos combustíveis é uma consequência da guerra de Trump contra o Irã, que desestabilizou o comércio global de energia, especialmente após a obstrução do estreito de Hormuz, uma rota crucial para o petróleo e gás natural.

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