A União Europeia (UE) anunciou que a importação de veículos híbridos provenientes da China será limitada a 350.000 unidades por ano. A decisão, comunicada nesta segunda-feira (12) por uma autoridade europeia, faz parte de um acordo entre Bruxelas e Pequim, que visa regular o fluxo desses veículos no mercado europeu. Essa medida representa uma redução significativa, de mais de 50%, em relação ao volume previsto para 2026, que era estimado em cerca de 800.000 unidades.
A questão dos veículos híbridos é um ponto sensível nas relações comerciais entre a UE e a China. Os automóveis híbridos têm se tornado uma importante porta de entrada para as montadoras chinesas no mercado europeu, onde competem diretamente com as marcas locais. Essa competição acirrada tem gerado preocupações sobre a segurança dos empregos no setor automotivo europeu.
Após intensas negociações em Pequim na semana passada, o comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, confirmou que a China concordou em moderar o fluxo de veículos híbridos e híbridos plug-in para a Europa. O acordo permitirá que a China continue exportando pelo menos 302.000 veículos híbridos anualmente para o mercado europeu.
O presidente francês, Emmanuel Macron, comentou sobre o acordo durante a inauguração da 91ª edição do Salão Mundial do Automóvel em Paris, afirmando que a medida busca restabelecer uma concorrência justa e leal entre os fabricantes europeus e não europeus. Segundo ele, essa ação é fundamental para proteger o mercado europeu contra práticas comerciais desleais.
A União Europeia tem acusado a China de inundar seu mercado com produtos a preços baixos, resultado de subsídios estatais e restrições ao acesso de empresas europeias no mercado chinês. Pequim, por sua vez, rejeita essas alegações, atribuindo o sucesso de suas exportações à competitividade da sua indústria.
No sábado, a China comemorou o acordo firmado com Bruxelas, considerando-o um passo para evitar uma escalada nas tensões comerciais e um novo começo nas relações entre as duas potências.



