O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, anunciou nesta quinta-feira (8) que irá concorrer à reeleição em 2027, revertendo sua decisão anterior de não buscar um novo mandato. O dirigente esloveno recebeu apoio unânime das 55 federações nacionais que compõem a entidade máxima do futebol europeu, o que o motivou a reconsiderar sua posição. Ceferin, que ocupa o cargo desde 2016, sucedendo Michel Platini, afirmou que sua ambição é manter a unidade do futebol europeu e preparar a Uefa para a próxima geração.
Durante a reunião realizada em Berlim, Ceferin expressou sua gratidão às federações pela confiança depositada nele. “Enfrentamos desafios extraordinários nos últimos anos e os superamos como uma só equipe. Ainda há um trabalho importante pela frente e, por isso, aceitei o pedido delas”, declarou.
O congresso da Uefa, onde ocorrerá a votação, está agendado para abril do próximo ano, no Cazaquistão. Neste encontro, Ceferin buscará um último mandato de quatro anos. A Uefa também se posicionou sobre a governança da Fifa, propondo que o presidente da entidade máxima do futebol mundial deva “liderar, não administrar”. Essa proposta reflete a oposição da Uefa à gestão de Gianni Infantino, atual presidente da Fifa, e destaca a necessidade de uma liderança mais proativa e menos burocrática.
Ceferin, de 58 anos, já enfrentou diversos desafios à frente da Uefa, incluindo questões relacionadas a corrupção e a necessidade de reformas no futebol europeu. Sua reeleição poderá influenciar significativamente a direção que a Uefa tomará nos próximos anos, especialmente em um cenário onde a governança do futebol mundial está em constante debate.


